KnowKapital - OTOCKnowKapital - Pretendemos estudar, debater e aplicar as propostas recentes para avaliação do Capital Conhecimento (Capital Intelectual ou Capital Intangível) nas empresas.http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas2026-10-22T19:09:15+00:00Joomla! - Open Source Content ManagementRelevância da CyberSegurança para as pequenas e médias empresas (PME) e profissionais individuais (2017)2017-03-21T11:16:43+00:002017-03-21T11:16:43+00:00http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas/216-relevancia-da-cyberseguranca-para-as-pequenas-e-medias-empresas-pme-e-profissionais-individuais-2017José Maria Pedroj.m.pedro@sapo.pt<div class="feed-description">
<h1 style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893507"></a><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: x-large;">Relevância da <em style="mso-bidi-font-style: normal;">CyberSegurança</em> para as pequenas e médias empresas (PME) e profissionais individuais</span></h1>
<h1 style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">José Maria Pedro (CISA, CGEIT, CC) </span></h1>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<p>Publicado na Revista OCC nº 203 (fevereiro de 2017)</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A relevância da <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cybersegurança</em> para as pequenas e médias empresas e profissionais individuais é muito significativa porque os profissionais de contabilidade estão ligados eletronicamente aos seus clientes e lidam com informação confidencial. As pequenas e médias empresas (PME) e os profissionais individuais estão na rota dos interesses dos hackers, eles sabem onde podem passar despercebidos e também sabem que a corda parte sempre pelo elo mais fraco. A prevenção e a vigilância são as palavras mágicas neste momento. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<h2 style="margin: 2pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893508"></a><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">Boas notícias para as </span><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">pequenas e médias empresas (PME)</span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A motivação para entrar no comércio eletrónico vem em primeiro lugar do número potencial de clientes existentes no mundo e do facto de não existirem “fronteiras” neste mercado. Há neste momento cerca de 7,4 biliões de pessoas no mundo</span><a name="_ednref1" href="#_edn1" title="" style="mso-endnote-id: edn1;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[i]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> que poderão estar interessados nos produtos ou serviços disponibilizados.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri;">O número de equipamentos ligados à internet é extremamente elevado neste momento e está a crescer a um ritmo de 30% ao ano, prevendo-se que no ano 2020 sejam 20,8 biliões, segundo a previsão do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Gartner Group</em></span></span></span><a name="_ednref2" href="#_edn2" title="" style="mso-endnote-id: edn2;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[ii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">, uma instituição de consultoria ligada às tecnologias de informação.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Segundo o Eurostat</span><a name="_ednref3" href="#_edn3" title="" style="mso-endnote-id: edn3;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> 67 % dos indivíduos com idade entre 16-74 anos na UE usaram a internet quase diariamente em 2015, com proporções mais elevadas no Luxemburgo (92 %), Dinamarca (87 %), Holanda e Finlândia (ambos com 85 %). Cerca de dois terços dos utilizadores da internet fizeram compras on-line nos doze meses anteriores ao inquérito do Eurostat. Em termo gerais, a parte dos compradores da internet está a crescer, com destaque para os grupos etários e entre 16-24 e 25-54 anos, embora 16 % da população da UE nunca tenha usado internet.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Os tipos de bens e serviços mais comprados pela internet na UE foi as roupas e artigos de desporto (60 % dos e-compradores), seguidos pelo alojamento e viagens (52 %). Em termos de frequência, a proporção mais alta de compradores na internet fez compras uma ou das vezes nos três meses anteriores ao inquérito (39 %). Quanto ao montante gasto, a maior parte dos compradores (40 %) comprou bens ou serviços de valor total entre €100-499. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O mundo transformou-se numa pequena aldeia. Hoje, se um indivíduo comprar um relógio através da internet num site disponibilizado por algum vendedor, os sistemas de informação trocam e gravam dados de forma automática entre si, em segundos. O sistema de faturação, a tesouraria, os stocks do vendedor, a conta bancária do comprador e a do vendedor, e se o sistema de stocks do vendedor estiver ligado de forma automática ao do produtor, este fica a conhecer a transação efetuada e poderá assim prosseguir a produção de modo a repor o stock no vendedor sem necessidade de trabalho administrativo. A atualização de dados é feita em tempo-real, isto é, em cima do momento da transação.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Esta transformação digital global que reduz distâncias e tempos de ação é uma consequência da dinâmica das empresas. Ninguém pode dizer a um cliente do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em> que espere cinco minutos até verificar se há stock suficiente para vender, se o fizer perde o cliente com toda a certeza. Neste sentido, a eficiência dos sites mede-se pelo número de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">clicks</em> necessários para efetuar a compra e pelo tempo de resposta dos sistemas associados. Quando o site fica lento ou quando são necessários vários <em style="mso-bidi-font-style: normal;">clicks</em> em botões pouco visíveis, o comprador abandona a página e passa a outro fornecedor. Assim, os sistemas de informação das empresas que queiram interagir com o mundo através da internet têm de evoluir para sistemas de informação integrados. O sistema de faturação, a tesouraria, os stocks, a conta bancária têm de estar interligados sem barreiras para poderem atuar de forma automática.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<h2 style="margin: 2pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893509"></a><span style="font-size: large;"><span style="color: #2e74b5;"><span style="font-family: Calibri Light;">Que perigos existem na <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberfloresta</em></span></span></span><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">?</span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O que é que passa no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em> em termos de segurança? Que perigos podemos ter de enfrentar quando colocamos os nossos servidores e redes acessíveis à internet? Há por aí muitas notícias sobre incidentes, mas a realidade pode ser diferente, nenhuma empresa gosta de ser exposta por ter tido problemas com a internet ou por ter criado problemas aos seus clientes. Por isso, os dados que circulam na Internet sobre incidentes podem estar inconsistentes com a realidade. Os dados que apresentamos neste artigo são os mais credíveis que conseguimos, use-os com alguma prudência para prevenir. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Relativamente aos perigos, ficam aqui referenciados alguns mais problemáticos e com significado económico tanto para as empresas como para os profissionais individuais ligados à auditoria e contabilidade porque trabalham com dados confidenciais das empresas e porque têm o dever de os manter fora do alcance dos “piratas”.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Um dos grandes perigos é designado por<strong> “Botnet” </strong>ou<strong> “Zombie Army”, </strong>uma rede de mercado negro que pode colocar os nossos servidores a cometer crimes sem nós sabermos que isso está a acontecer. Recentemente, foi identificada uma destas redes que serviu para ataques de colheita ilegal de <em>users</em> e passwords (<em>phishing</em>) e para divulgação de pelo mesmos 17 tipos de software malicioso (<em>malware</em>) destinado a prejudicar terceiros. Os agentes da autoridade perseguiram e tomaram controlo de mais de 800 000 domínios internet usados por uma rede deste tipo designada "Avalanche" que esteve em operação pelo menos desde 2009 até 2016. A operação envolveu várias prisões e buscas em cinco países, segundo referiu o FBI do Departamento de Justiça dos EUA. Mais de 50 servidores espalhados pelo mundo foram desligados por imposição legal</span><a name="_ednref4" href="#_edn4" title="" style="mso-endnote-id: edn4;"><span><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iv]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. Só um excelente conhecimento sobre administração de sistemas pode prevenir esta situação, é por isso um grande problema para pequenas empresas que não podem recrutar recursos qualificados nesta área.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Outro perigo é o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">roubo de identidade</strong> com ou sem <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">password</em> associada através de “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">phishing</em>” ou de engenharia social (nome que se dá à habilidade de obter dados através de pessoas de forma ilegal). A entrada nos servidores faz-se através de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user/password</em>, os criminosos precisam de identificação de acesso para poderem executar as operações de reconfiguração ou de colocação de software para uso posterior. Este perigo só é mitigado através de formação e treino do pessoal sobre segurança na utilização de computadores.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O roubo de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">endereço eletrónico (e-mail)</strong>, tal como o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">password</em>, também é muito usado, há casos em que as vítimas são escolhidas de forma cirúrgica devido às funções que desempenham nas empresas de modo a adquirir acesso aos sistemas onde está credenciado por causa das suas funções. Para enviar mensagens falsas ou perniciosas é necessário possuir um endereço de correio para envio e um ou vários como destinatários. O “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">phishing</em>” de que já falámos é direcionado para endereços reais. O resultado da “pescaria” depende da qualidade literária de conteúdo e o aspeto psicológico dos argumentos invocados para pedir o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em>, a password, a conta bancária, o número do cartão de crédito ou outro dado qualquer que interesse para extorquir ou roubar dinheiro. Não pense que só cai quem é estúpido, há casos reais ou de experiências em organizações com empregados de educação superior que “caíram na esparrela” de enviar dados que nunca deveriam ter enviado! O pedido pode vir de uma pessoa que conhecemos associado a um caso que esteja em curso se o criminoso já possuir o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user/password</em> para fazer o trabalho de casa a espiar a sua vítima. Recentemente, a Via Verde alertou para o envio de emails fraudulentos aos utilizadores das autoestradas, em nome da Autoridade Tributária (AT), a solicitar a regularização de dívidas de portagens</span><a name="_ednref5" href="#_edn5" title="" style="mso-endnote-id: edn5;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[v]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. Também este perigo pode ser mitigado através de formação e treino do pessoal sobre segurança na utilização de computadores.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Extorsão com recurso a criptografia</strong> é também uma prática muito atual conhecida como “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">ransomware</em>”. O hacker entra no nosso computador que pode ser um servidor de rede ou pessoal, encripta os dados e o software de todos os discos onde puder chegar através dos privilégios de acesso que tiver. Depois envia uma mensagem a pedir dinheiro em troca da chave de desencriptação. Este perigo exige que as empresas disponham de um backup isolado fora do sistema com os seus dados e software. Se tiver esse backup atualizado pode formatar os seus discos afetados e repor os dados e o software para continuar a funcionar sem pagar aos piratas. Terá naturalmente de ter atenção que se a rede foi atacada é porque a sua segurança é deficiente. Neste caso deve informar as autoridades e contratar serviços profissionais de segurança informática para o ajudarem a reinstalar os sistemas, o software e os dados com regras de segurança de modo a evitar a repetição do ataque.</span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Não pense que isso acontece só aos outros, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">cuide da segurança da empresa onde trabalha</strong>, se ela for roubada o seu emprego pode estar em risco! Recentemente, houve um ataque de hackers ao Sistema de transportes de San Francisco’s nos EUA que resultou no bloqueio das máquinas de bilhetes. Pelo que se sabe os hackers entraram no sistema num domingo e fizeram aparecer a mensagem “Foram atacados por <em style="mso-bidi-font-style: normal;">ackers</em>. Todos os dados estão encriptados” nos ecrãs das máquinas de bilhetes no sábado de manhã. A empresa parou imediatamente o sistema de pagamento, abrindo as portas aos passageiros. O funcionamento do Sistema de Pagamentos foi recuperado no domingo de manhã, a empresa não informou se pagou aos atacantes para obter a chave de desencriptação</span><a name="_ednref6" href="#_edn6" title="" style="mso-endnote-id: edn6;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vi]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. Admite-se que o tenha feito, pois se não dispõe de segurança eficaz, também não terá backup independente nem know-how profissional suficiente para levantar os sistemas num dia.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Também ainda este ano um hospital do Sul da Califórnia teve os seus computadores bloqueados por “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">ransomeware</em>” por mais de uma semana, até que o hospital pagou 17000 dólares em “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Bitcoins</em>”, as unidades monetárias de eleição do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>, pela chave de desencriptação dos seus dados e software</span><a name="_ednref7" href="#_edn7" title="" style="mso-endnote-id: edn7;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">A lavagem de dinheiro</strong> é outro problema atual. Imagine que a sua empresa faz troca automática de dados com um cliente e este em vez de pagar 100 euros transferiu 1000 e lhe envia uma mensagem ou faz um telefonema a pedir para devolver o excedente para uma conta bancária qualquer em offshore. Acontece com frequência na compra de alojamento, os “clientes” contam uma história de que o patrão lhes vai pagar o alojamento e as férias com um único cheque. Pedem o enorme favor de aceitar o cheque e lhe devolver o excedente para uma conta bancária antes da viagem, com urgência (!) para não ter tempo de verificar que o cheque é falso. Outro caso comum é alguém pretender comprar um imóvel que está à venda na internet, mas como vai receber do pai uma soma elevada para iniciar a construção ou porque o Estado lhe vai pagar uma indemnização elevada, dava imenso jeito se pudesse aceitar um pagamento duplo do valor do imóvel e lhe transferisse o remanescente para uma conta. Fique atento! Todo o cuidado é pouco para se proteger contra esta engenharia social feita através de comércio eletrónico.</span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Distribuição involuntária de software malicioso (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">malware</em>)</strong> para infeção de outros computadores a partir de um servidor ou computador pessoal controlado pelos criminosos é uma prática muito usada. Note-se que este software malicioso pode estar direcionado a uma operação específica de infeção destinada a interferir em transações com significado financeiro ou a tomar posse de um determinado servidor, escondendo o rasto de quem pratica o ato criminoso. A necessidade de um bom software de proteção contra “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">malware</em>” é evidente e não deve ser negligenciada, uma vez que a empresa pode vir a ser acusada de envolvimento em atos criminosos aos quais é alheia.</span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">espionagem</strong> através do uso da câmara ou do som do computador pessoal é usada também em empresas e em indivíduos. Uma vez instalado software malicioso no computador e obtido acesso com <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">password</em> com poderes de administração nesse mesmo computador, tudo é possível. Isto é, torna-se possível controlar os seus componentes, quer seja o disco, a câmara, o som, etc. Os dados e a imagem são um fim habitual neste tipo de ataques efetuados a partir de um terceiro computador. Mais uma vez, é indispensável dispor de software <em style="mso-bidi-font-style: normal;">anti-malware</em> que previna, detete e mostre novos utilizadores no sistema ou novas funcionalidades em execução. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O comprometimento de dados por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">roubo, destruição, alteração ou cópia </strong>é uma prática corrente. Havendo acesso aos servidores ou computadores pessoais por parte dos hackers criminosos, os dados ficam expostos ao mercado negro. Podem existir muitas razões que levem ao interesse pelos dados, desde criar dificuldades a um concorrente, copiar os dados de um concurso para obter vantagem, alteração de dados de registo de património, de salário, de benefícios, etc. A proteção contra a intrusão e comprometimento de dados depende da qualidade dos controlos de acesso aos sistemas e às aplicações. A boa gestão de privilégios de acesso faz-se com cooperação interna na empresa e verificação de controlo periódica. É essencial ter uma boa articulação entre os serviços de pessoal e a informática para que os privilégios sejam ajustados imediatamente após as alterações de situação do pessoal. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Segundo o “2016 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Trustwave Global Security Report</em>”, os dados estão no centro das atenções dos criminosos, sendo mais procurados os relacionados com cartões de crédito e transações comerciais:</span></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li>Cartão de crédito (31%)</li>
<li>Dados de E-Commerce (29%)</li>
<li>Propriedade (11%)</li>
<li>Destruição de dados, ações não específicas (10%)</li>
<li>Credenciais financeiras (7%)</li>
<li>Informação de identificação pessoal (4%)</li>
<li>Outra (8%)</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Ainda segundo o mesmo documento, as estatísticas quanto ao método usado pelos hackers aconselham a prevenção através da criação de barreiras de segurança em torno dos dados por serem o alvo preferencial dos piratas da Internet. Com efeito, de acordo com o “2016 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Trustwave Global Security Report</em>” os métodos mais usados estão relacionados com acessos indevidos, envio de comandos e software por todas as vias possíveis:</span></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li>Acesso remoto a computadores com credenciais roubadas para o efeito (17%);</li>
<li>Injection que consiste na adição de comandos de base de dados na linha de endereços juntamente com o site pretendido, isto é, “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">www</em>…. + comandos de SQL” para atualizar, selecionar, apagar ou alterar registo em base de dados (13%);</li>
<li>Reconfiguração de barreiras de segurança dos sistemas após acesso (12%);</li>
<li>Colocação de ficheiros com software de pirata em locais abrigados da vigilância dos administradores de sistemas ou em substituição de outros (12%);</li>
<li>Colheita de credenciais através de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">eMail</em> com software malicioso “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Phishing</em>” ou engenharia social junto dos possuidores das credenciais necessárias (10%);</li>
<li>Intervenção maliciosa interna feita por trabalhadores descontentes com a gestão ou despedidos, mas ainda com acesso aos sistemas (8%);</li>
<li>Injeção de peças de código para execução posterior em ações de ataque (7%);</li>
<li>Servidor operacional de aplicações utilizadas na empresa, após obtenção das credencias de acesso necessárias (7%);</li>
<li>Passwords fáceis de descobrir ou não alteradas com frequência. Existem listas na internet com as passwords mais usadas que mostram a falta de cuidado com que as pessoas criam as suas passwords (7%);</li>
<li>Outros fatores (7%).</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A experiência e análise efetuada aconselham a utilização de barreiras de segurança sucessivas centradas nos dados. Nenhuma solução é totalmente segura, a prevenção e a vigilância são as regras de ouro para sobreviver no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>.</span></p>
<p><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<h2 style="margin: 2pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893511"></a><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">Como podem as pequenas empresas sobreviver no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>?</span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Os riscos são muitos e difíceis de mitigar, no entanto existem caminhos disponíveis para atenuar ou prevenir as consequências através da utilização sistemática e profissional de iniciativas de segurança informática. A necessidade de dispor de sistemas de informação integrados de que falámos antes e os riscos de segurança estão a empurrar as empresas para grandes centros de dados. Para as pequenas organizações, com meios de financiamento reduzidos, é aconselhável alugar capacidade de processamento, software e espaço em disco num <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenter</em> capaz de garantir as condições de segurança ideais. Há neste momento uma guerra planetária entre as grandes empresas deste ramo como a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">amazon</em>, a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">google</em> e outras semelhantes que disputam o mercado mundial dos <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenters</em>.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Por vezes parece que estamos a regressar às fortalezas medievais construídas em zonas elevadas protegidas com muros intransponíveis resistentes a intrusos. A dimensão e a capacidade financeira destes grandes <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenters</em> permite-lhes contratar recursos de qualidade e mante-los em ação. Os recursos humanos qualificados são a maior vantagem destas grandes empresas relativamente às PME e PI que nunca poderão dispor das mesmas condições de segurança por falta de know-how tecnológico e de meios financeiros para o adquirir. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">As necessidades de informação para o funcionamento do negócio derivam da estrutura dos processos de negócio, assumindo-se que a continuidade de funcionamento é indispensável e que a recuperação de desastres informáticos deve estar bem ensaiada. O ambiente onde as empresas atuam nos dias que correm mostra que há novos fatores a considerar na avaliação de controlo interno, mesmo para além do mais recente referencial do COSO</span><a name="_ednref8" href="#_edn8" title="" style="mso-endnote-id: edn8;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[viii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. A sobrevivência das organizações no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">CyberEspaço</em> obriga a um conjunto de cuidados amplamente divulgados em standards técnicos, que apresentamos a seguir de forma sintética para exemplificar:</span></p>
<ul>
<li>
<p>dados são o ponto central das preocupações e constituem o foco de onde se devem criar os anéis de segurança adequados. Como já vimos anteriormente, os piratas de Internet estão especialmente orientados para dados de cartões de crédito e de transações que lhes possam trazer vantagens imediatas. A segurança exige que se classifiquem os dados segundo a sua criticidade para o negócio e para os clientes. É indispensável um backup dos dados e do software com a frequência adequada (um dia, uma semana, um mês?). Esse backup deve ser armazenado numa instalação segura e acessível. Por razões que se prendem com os últimos ataques de “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">ransomeware</em>” que encriptam os dados e pedem dinheiro em troca da chave de desencriptação, convém ter um segundo backup completamente desligado da rede onde os piratas não possam chegar. Assim se houver ataque podemos repor o software e os dados encriptados sem pagar aos criminosos;</p>
</li>
<li>
<p>O <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">hardware</strong> serve para depositar os dados, em disco ou em qualquer outro tipo de memória, por isso é necessário haver cuidados de controlo sobre ele. Tenha em atenção que os componentes de hardware usados para transportar dados são comandados por software. Quer esteja nas instalações da empresa ou na nuvem, o hardware deve ser sujeito a controlo estreito por parte da empresa, quer seja direto ou por via legal se for subcontratado. A opção mais resistente do ponto de vista da segurança é o aluguer de hardware e capacidade de processamento em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenters</em> convenientemente protegidos e certificados;</p>
</li>
<li>
<p>Os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">sistemas</strong>, nome que abreviadamente se dá ao software sobre o qual se instalam as aplicações, inclui os sistemas operativos, os sistemas de gestão de bases de dados e outro software de base. São de destacar os cuidados a ter com a configuração adequada para suportar o software aplicacional da empresa, a gestão de atualizações (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">patch</em>) semelhantes àquela que o Windows faz frequentemente e os registos de operações realizadas nos sistemas (log) que permitem fazer a monitorização ou verificação de causas de incidentes no sistema;</p>
</li>
<li>
<p>As <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">aplicações</strong> que se instalam nos sistemas são uma grande preocupação a ter em conta, porque segundo as estatísticas recentes apenas 3% deste software está livre de vulnerabilidades e é capaz de resistir a ataques de pirataria. Uma vez que são as aplicações que recebem, guardam e disponibilizam os dados esta insegurança é um risco tremendo para as empresas. Todo o software que entra em contacto com dados da empresa constitui um risco, especialmente as aplicações que instalamos e desinstalamos nos nossos telemóveis. Quase todas as aplicações pedem permissão para ver dados, fotos, contactos, lista telefónica antes da instalação, mas nem sempre esses dados são necessários. Nós disponibilizamos os nossos dados e os da empresa com quem trabalhamos de uma forma muito arriscada a quem os quiser, por vezes para aplicações que nem conhecemos. Naturalmente que ao ligar o nosso telefone móvel à rede informática da empresa para obter <em style="mso-bidi-font-style: normal;">eMail</em> ou ficheiros, as suas fragilidades afetam a segurança da rede da empresa. Esta situação é particularmente preocupante quando a empresa nos disponibiliza dados confidenciais como contratos contabilidade, tesouraria, RH, etc.</p>
</li>
<li>
<p>Os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">utilizadores</strong> e os seus direitos de acesso a software e aplicações são uma das primeiras preocupações de segurança. É necessário formar e sensibilizar todos os colaboradores da empresa para a importância do seu <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user/password. </em>A gestão de utilizadores deve estar intimamente ligada à gestão de recursos humanos para que quaisquer movimentos de recursos sejam imediatamente refletidos nos sistemas. É muito frequente haver privilégios de acesso que permanecem ativos nos sistemas depois das pessoas mudarem de função ou saírem da empresa. Uma boa prática de prevenção consiste na autenticação dupla, pois além do user/password o sistema pede-nos um outro código disponibilizado por SMS ou por outro meio previamente definido. O treino dos utilizadores é a forma mais segura de proteger a infraestrutura de uma empresa, por vezes as pessoas colocam em risco a segurança informática por pura ignorância relativamente às consequências dos seus atos.</p>
</li>
<li>
<p>A <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Gestão de Risco</strong> é outro aspeto de importância vital para a empresa. Dada a existência de tantos perigos, tem de haver alguém que centralize a informação relativa a ameaças (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">threat intelligence</em>), intrusões na rede ou quaisquer incidentes que ocorram. A comunicação é essencial para a sobrevivência da empresa no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">CyberEspaço</em>. É necessário identificar, avaliar e reduzir continuamente os riscos de TIC relacionados com o negócio, mantendo-os dentro dos níveis de tolerância estabelecidos pela gestão executiva da empresa.</p>
</li>
<li>
<p>As <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">redes</strong> contêm as portas de entrada nos servidores e computadores pessoais da empresa. Evoluem com as necessidades da empresa, tornando-se por vezes numa manta de retalhos que funciona sem haver conhecimento suficiente sobre as configurações existentes. Os equipamentos de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">routing</em> onde são configurados os canais de comunicação de rede, a gestão de endereços de IP atribuídos a todos os equipamentos que se ligam à rede, os acessos WEB diretos ou indiretos e a configuração de Firewall onde se bloqueiam acessos, são aspetos da maior importância frequentemente negligenciados. Trata-se de um tema onde existem poucos profissionais disponíveis no mercado, é necessário contratar know-how em redes que elimine estas lacunas. Há sempre mais portas abertas do que aquelas que conhecemos numa rede informática, por isso faça ou mande fazer o seguinte quanto antes:</p>
</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Inventarie e avalie os equipamentos existentes face às necessidades de negócio e infraestrutura.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Valide e documente as configurações dos equipamentos de comunicação de rede (rotas, vlans, trunks e uplinks) ou serviços (DHCP, DNS, VPN, Firewall, Routers e Switchs).</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Valide e documente as políticas de backup de configurações existentes.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Valide e documente a gestão de qualidade de serviço (QoS), portas e protocolos garantindo a documentação da configuração e da segurança de portas nos equipamentos bem como os protocolos de comunicação utilizados.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Verifique e documente os contratos de suporte existentes ou inexistentes dos respetivos equipamentos.</span></em></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li style="font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l1 level1 lfo6;">A definição clara de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">políticas de segurança</strong> a seguir no que diz respeito a tecnologias de informação e comunicação é também um aspeto de grande importância porque alinha as pessoas com o que é importante proteger e responsabiliza quem amplia o risco. Por exemplo, a existência da política de que os telemóveis não entram na sala quando há reuniões confidenciais pode prevenir fugas de informação.</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l1 level1 lfo6;">A <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">gestão de TIC</strong> surge também como uma área essencial neste contexto. Com efeito, perante tantos riscos as empresas têm de contratar profissionais competentes para a gerir todos os problemas que emergem desta área que é transversal a toda a empresa.</p>
</li>
</ul>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li style="font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 8pt; mso-list: l0 level1 lfo4;">Por último, é necessário garantir a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">conformidade com Leis e Regulamentos</strong> aplicáveis. Citamos o caso do REGULAMENTO (UE) 2016/679 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 27 de abril de 2016, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados e que revoga a Diretiva 95/46/CE (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados). A leitura sugere a urgência de iniciativas de segurança, por exemplo a ISO27000 para assegurar os cuidados que é preciso ter relativamente à proteção de dados pessoais para prevenir eventuais coimas associadas a este Regulamento Comunitário de aplicação a partir de 25 de maio de 2018 (4% do volume de negócios ou 20 000 000 de euros).</p>
</li>
</ul>
<p>Assim, podemos dizer que a Cybersegurança é muito relevante para as pequenas e médias empresas e também para os profissionais de contabilidade porque processam dados de outras empresas e de outros profissionais. Trata-se de um desafio permanente que pode ser vencido com:</p>
<ul>
<li>Consciência da gestão de topo para o problema da <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cybersegurança;</em></li>
<li>Gestão profissional de Tecnologias de Informação e Comunicação;</li>
<li>Gestão de risco a funcionar e afinada;</li>
<li>Novo referencial de controlo interno que inclua os riscos do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço;</em></li>
<li>Definição e aplicação de políticas de segurança de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) centradas na proteção de dados e em standards aceites globalmente.</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: center;" align="center"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Existem várias dezenas de standards técnicos que evoluem a cada ano que passa para acompanhar a inovação tecnológica. Alguns desses standards são aceites generalizadamente e de forma universal como boas práticas por responderem às necessidades reconhecidas por todos. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Sugerimos o seguinte percurso para desenvolvimento e aplicação das políticas de segurança necessárias a quem está no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>, isto é, quem tem comunicação eletrónica de dados entre pessoas da empresa, clientes ou fornecedores, independentemente da dimensão:</span></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li style="font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">1º Passo: comece por aplicar a “ISO 27001 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Information Security Management System” </em>porque é um standard abrangente e fácil de compreender. Não caia na ilusão do processo, foque a sua equipa na substância porque o que é realmente importante é a segurança<em style="mso-bidi-font-style: normal;">. </em>Depois de a empresa estar familiarizada com os controlos deste standard contrate serviços especializados de certificação e mantenha como objetivo permanente a melhoria do nível de maturidade do controlo interno. Como esta ISO abrange toda a informação da empresa e não apenas as tecnologias de informação, precisa de envolver a gestão de topo logo no início;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">2º passo: enquadre as iniciativas de segurança no standard “NIST <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Framework for Improving Critical Infrastructure Cybersecurity”</em> porque foi pensado para responder aos problemas do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>,é centrado nos ativos da empresa (os dados e faz apelo a um conjunto de outros referenciais técnicos aceites generalizadamente;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">3º passo: prepare a empresa para o pior com o “ISO 22301 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Business Continuity Management”</em> porque minimiza o impacto de incidentes disruptivos e ajuda a recuperar no caso de haver alguma desgraça grande em consequência de um ataque ou acidente que ponha os sistemas KO;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">4º passo: verifique periodicamente se a sua empresa está alinhada com o “ISO 31000 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Risk Management Principles and Guidelines”</em> porque ajuda a gestão relativamente a riscos e ameaças que evoluem constantemente;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 8pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">5º passo: mantenha a gestão das tecnologias de informação da empresa alinhada com os princípios do “COBIT5 – <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Control Objectives for Information Technology”</em> porque é um standard dedicado à gestão de tecnologias de informação, construído em torno de uma estrutura clara de cinco domínios e vários processos onde a estratégia da empresa determina as necessidades de informação, subordinando as tecnologias de informação ao negócio e não o contrário;</p>
</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Finalmente, avalie a maturidade das suas políticas de segurança através do standard CMMI que propõe 6 níveis de maturidade de controlo (0 a 5), onde zero significa que “não sabe nada sobre o controlo e tem raiva a quem sabe” e cinco significa que o controlo “está ativo e em otimização periódica”. No fim do processo pode tranquilizar os seus clientes e fornecedores dizendo que a segurança global da empresa é positiva porque está em 3, 4 ou 5. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A aplicação das boas práticas internacionais na criação da política de segurança da empresa permite-lhe construir uma fortaleza em torno dos dados. Não facilite! As estatísticas mostram uma imagem da média das empresas muito desfavorável e pior ainda quando se fala de pequenas e médias empresas. Em 2015, apenas cerca de uma em cada três empresas tinha política de segurança de TIC na EU-28 e a situação nas pequenas empresas era três vezes pior do que nas restantes.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Esta situação dramática é agravada pelo facto de as aplicações informáticas em execução não terem sido validadas para efeitos de segurança. Segundo o relatório da empresa <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Trustware</em> de 2015, 97% das aplicações analisadas tinham vulnerabilidades, sendo 14 a média de vulnerabilidades existentes em cada aplicação, designadamente na gestão de sessão, possibilidade de fuga de informação e de código transversal. Concluindo-se ainda que 10% das vulnerabilidades eram críticas ou de alto risco.</span></p>
<div style="mso-element: endnote-list;"><br clear="all" /><hr width="33%" size="1" />
<div id="edn1" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn1" href="#_ednref1" title="" style="mso-endnote-id: edn1;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[i]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;">http://data.worldbank.org;</span></p>
</div>
<div id="edn2" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn2" href="#_ednref2" title="" style="mso-endnote-id: edn2;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[ii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> <span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB">http://</span>www.gartner.com</span></p>
</div>
<div id="edn3" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn3" href="#_ednref3" title="" style="mso-endnote-id: edn3;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained</span></p>
</div>
<div id="edn4" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn4" href="#_ednref4" title="" style="mso-endnote-id: edn4;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iv]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="color: #000000;"> <span lang="EN-GB">Sean Gallagher - 12/1/2016, 6:55 PM http://arstechnica.com/security/2016/12/legal-raids-in-five-countries-seize-botnet-servers-sinkhole-800000-domains/</span></span></span></span></span></p>
</div>
<div id="edn5" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn5" href="#_ednref5" title="" style="mso-endnote-id: edn5;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[v]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> http://observador.pt/2016/12/08/via-verde-alerta-para-emails-fraudulentos-sobre-dividas-de-portagem/</span></span></p>
</div>
<div id="edn6" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn6" href="#_ednref6" title="" style="mso-endnote-id: edn6;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vi]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="color: #000000;"> <span lang="EN-GB">Publicado: Nov 27, 2016 7:59 p.m. ET http://www.marketwatch.com/story/hackers-attack-san-franciscos-transit-system-resulting-in-free-rides-2016-11-27</span></span></span></span></span></p>
</div>
<div id="edn7" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn7" href="#_ednref7" title="" style="mso-endnote-id: edn7;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vii]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="color: #000000;"> <span lang="EN-GB">Publicado: Nov 27, 2016 7:59 p.m. ET http://www.marketwatch.com/story/hackers-attack-san-franciscos-transit-system-resulting-in-free-rides-2016-11-27</span></span></span></span></span></p>
</div>
<div id="edn8" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn8" href="#_ednref8" title="" style="mso-endnote-id: edn8;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[viii]</span></span></span></span></a><a href="http://www.coso.org/"><span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1; font-family: Calibri; font-size: small;">http://www.coso.org/</span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> - site oficial do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO)</span></span></p>
</div>
</div>
<p> </p></div><div class="feed-description">
<h1 style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893507"></a><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: x-large;">Relevância da <em style="mso-bidi-font-style: normal;">CyberSegurança</em> para as pequenas e médias empresas (PME) e profissionais individuais</span></h1>
<h1 style="margin: 12pt 0cm 0pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">José Maria Pedro (CISA, CGEIT, CC) </span></h1>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<p>Publicado na Revista OCC nº 203 (fevereiro de 2017)</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A relevância da <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cybersegurança</em> para as pequenas e médias empresas e profissionais individuais é muito significativa porque os profissionais de contabilidade estão ligados eletronicamente aos seus clientes e lidam com informação confidencial. As pequenas e médias empresas (PME) e os profissionais individuais estão na rota dos interesses dos hackers, eles sabem onde podem passar despercebidos e também sabem que a corda parte sempre pelo elo mais fraco. A prevenção e a vigilância são as palavras mágicas neste momento. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<h2 style="margin: 2pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893508"></a><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">Boas notícias para as </span><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">pequenas e médias empresas (PME)</span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A motivação para entrar no comércio eletrónico vem em primeiro lugar do número potencial de clientes existentes no mundo e do facto de não existirem “fronteiras” neste mercado. Há neste momento cerca de 7,4 biliões de pessoas no mundo</span><a name="_ednref1" href="#_edn1" title="" style="mso-endnote-id: edn1;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[i]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> que poderão estar interessados nos produtos ou serviços disponibilizados.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri;">O número de equipamentos ligados à internet é extremamente elevado neste momento e está a crescer a um ritmo de 30% ao ano, prevendo-se que no ano 2020 sejam 20,8 biliões, segundo a previsão do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Gartner Group</em></span></span></span><a name="_ednref2" href="#_edn2" title="" style="mso-endnote-id: edn2;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[ii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">, uma instituição de consultoria ligada às tecnologias de informação.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Segundo o Eurostat</span><a name="_ednref3" href="#_edn3" title="" style="mso-endnote-id: edn3;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> 67 % dos indivíduos com idade entre 16-74 anos na UE usaram a internet quase diariamente em 2015, com proporções mais elevadas no Luxemburgo (92 %), Dinamarca (87 %), Holanda e Finlândia (ambos com 85 %). Cerca de dois terços dos utilizadores da internet fizeram compras on-line nos doze meses anteriores ao inquérito do Eurostat. Em termo gerais, a parte dos compradores da internet está a crescer, com destaque para os grupos etários e entre 16-24 e 25-54 anos, embora 16 % da população da UE nunca tenha usado internet.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Os tipos de bens e serviços mais comprados pela internet na UE foi as roupas e artigos de desporto (60 % dos e-compradores), seguidos pelo alojamento e viagens (52 %). Em termos de frequência, a proporção mais alta de compradores na internet fez compras uma ou das vezes nos três meses anteriores ao inquérito (39 %). Quanto ao montante gasto, a maior parte dos compradores (40 %) comprou bens ou serviços de valor total entre €100-499. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O mundo transformou-se numa pequena aldeia. Hoje, se um indivíduo comprar um relógio através da internet num site disponibilizado por algum vendedor, os sistemas de informação trocam e gravam dados de forma automática entre si, em segundos. O sistema de faturação, a tesouraria, os stocks do vendedor, a conta bancária do comprador e a do vendedor, e se o sistema de stocks do vendedor estiver ligado de forma automática ao do produtor, este fica a conhecer a transação efetuada e poderá assim prosseguir a produção de modo a repor o stock no vendedor sem necessidade de trabalho administrativo. A atualização de dados é feita em tempo-real, isto é, em cima do momento da transação.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Esta transformação digital global que reduz distâncias e tempos de ação é uma consequência da dinâmica das empresas. Ninguém pode dizer a um cliente do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em> que espere cinco minutos até verificar se há stock suficiente para vender, se o fizer perde o cliente com toda a certeza. Neste sentido, a eficiência dos sites mede-se pelo número de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">clicks</em> necessários para efetuar a compra e pelo tempo de resposta dos sistemas associados. Quando o site fica lento ou quando são necessários vários <em style="mso-bidi-font-style: normal;">clicks</em> em botões pouco visíveis, o comprador abandona a página e passa a outro fornecedor. Assim, os sistemas de informação das empresas que queiram interagir com o mundo através da internet têm de evoluir para sistemas de informação integrados. O sistema de faturação, a tesouraria, os stocks, a conta bancária têm de estar interligados sem barreiras para poderem atuar de forma automática.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<h2 style="margin: 2pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893509"></a><span style="font-size: large;"><span style="color: #2e74b5;"><span style="font-family: Calibri Light;">Que perigos existem na <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberfloresta</em></span></span></span><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">?</span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O que é que passa no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em> em termos de segurança? Que perigos podemos ter de enfrentar quando colocamos os nossos servidores e redes acessíveis à internet? Há por aí muitas notícias sobre incidentes, mas a realidade pode ser diferente, nenhuma empresa gosta de ser exposta por ter tido problemas com a internet ou por ter criado problemas aos seus clientes. Por isso, os dados que circulam na Internet sobre incidentes podem estar inconsistentes com a realidade. Os dados que apresentamos neste artigo são os mais credíveis que conseguimos, use-os com alguma prudência para prevenir. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Relativamente aos perigos, ficam aqui referenciados alguns mais problemáticos e com significado económico tanto para as empresas como para os profissionais individuais ligados à auditoria e contabilidade porque trabalham com dados confidenciais das empresas e porque têm o dever de os manter fora do alcance dos “piratas”.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Um dos grandes perigos é designado por<strong> “Botnet” </strong>ou<strong> “Zombie Army”, </strong>uma rede de mercado negro que pode colocar os nossos servidores a cometer crimes sem nós sabermos que isso está a acontecer. Recentemente, foi identificada uma destas redes que serviu para ataques de colheita ilegal de <em>users</em> e passwords (<em>phishing</em>) e para divulgação de pelo mesmos 17 tipos de software malicioso (<em>malware</em>) destinado a prejudicar terceiros. Os agentes da autoridade perseguiram e tomaram controlo de mais de 800 000 domínios internet usados por uma rede deste tipo designada "Avalanche" que esteve em operação pelo menos desde 2009 até 2016. A operação envolveu várias prisões e buscas em cinco países, segundo referiu o FBI do Departamento de Justiça dos EUA. Mais de 50 servidores espalhados pelo mundo foram desligados por imposição legal</span><a name="_ednref4" href="#_edn4" title="" style="mso-endnote-id: edn4;"><span><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iv]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. Só um excelente conhecimento sobre administração de sistemas pode prevenir esta situação, é por isso um grande problema para pequenas empresas que não podem recrutar recursos qualificados nesta área.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Outro perigo é o <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">roubo de identidade</strong> com ou sem <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">password</em> associada através de “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">phishing</em>” ou de engenharia social (nome que se dá à habilidade de obter dados através de pessoas de forma ilegal). A entrada nos servidores faz-se através de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user/password</em>, os criminosos precisam de identificação de acesso para poderem executar as operações de reconfiguração ou de colocação de software para uso posterior. Este perigo só é mitigado através de formação e treino do pessoal sobre segurança na utilização de computadores.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O roubo de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">endereço eletrónico (e-mail)</strong>, tal como o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">password</em>, também é muito usado, há casos em que as vítimas são escolhidas de forma cirúrgica devido às funções que desempenham nas empresas de modo a adquirir acesso aos sistemas onde está credenciado por causa das suas funções. Para enviar mensagens falsas ou perniciosas é necessário possuir um endereço de correio para envio e um ou vários como destinatários. O “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">phishing</em>” de que já falámos é direcionado para endereços reais. O resultado da “pescaria” depende da qualidade literária de conteúdo e o aspeto psicológico dos argumentos invocados para pedir o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em>, a password, a conta bancária, o número do cartão de crédito ou outro dado qualquer que interesse para extorquir ou roubar dinheiro. Não pense que só cai quem é estúpido, há casos reais ou de experiências em organizações com empregados de educação superior que “caíram na esparrela” de enviar dados que nunca deveriam ter enviado! O pedido pode vir de uma pessoa que conhecemos associado a um caso que esteja em curso se o criminoso já possuir o <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user/password</em> para fazer o trabalho de casa a espiar a sua vítima. Recentemente, a Via Verde alertou para o envio de emails fraudulentos aos utilizadores das autoestradas, em nome da Autoridade Tributária (AT), a solicitar a regularização de dívidas de portagens</span><a name="_ednref5" href="#_edn5" title="" style="mso-endnote-id: edn5;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[v]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. Também este perigo pode ser mitigado através de formação e treino do pessoal sobre segurança na utilização de computadores.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Extorsão com recurso a criptografia</strong> é também uma prática muito atual conhecida como “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">ransomware</em>”. O hacker entra no nosso computador que pode ser um servidor de rede ou pessoal, encripta os dados e o software de todos os discos onde puder chegar através dos privilégios de acesso que tiver. Depois envia uma mensagem a pedir dinheiro em troca da chave de desencriptação. Este perigo exige que as empresas disponham de um backup isolado fora do sistema com os seus dados e software. Se tiver esse backup atualizado pode formatar os seus discos afetados e repor os dados e o software para continuar a funcionar sem pagar aos piratas. Terá naturalmente de ter atenção que se a rede foi atacada é porque a sua segurança é deficiente. Neste caso deve informar as autoridades e contratar serviços profissionais de segurança informática para o ajudarem a reinstalar os sistemas, o software e os dados com regras de segurança de modo a evitar a repetição do ataque.</span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Não pense que isso acontece só aos outros, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">cuide da segurança da empresa onde trabalha</strong>, se ela for roubada o seu emprego pode estar em risco! Recentemente, houve um ataque de hackers ao Sistema de transportes de San Francisco’s nos EUA que resultou no bloqueio das máquinas de bilhetes. Pelo que se sabe os hackers entraram no sistema num domingo e fizeram aparecer a mensagem “Foram atacados por <em style="mso-bidi-font-style: normal;">ackers</em>. Todos os dados estão encriptados” nos ecrãs das máquinas de bilhetes no sábado de manhã. A empresa parou imediatamente o sistema de pagamento, abrindo as portas aos passageiros. O funcionamento do Sistema de Pagamentos foi recuperado no domingo de manhã, a empresa não informou se pagou aos atacantes para obter a chave de desencriptação</span><a name="_ednref6" href="#_edn6" title="" style="mso-endnote-id: edn6;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vi]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. Admite-se que o tenha feito, pois se não dispõe de segurança eficaz, também não terá backup independente nem know-how profissional suficiente para levantar os sistemas num dia.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Também ainda este ano um hospital do Sul da Califórnia teve os seus computadores bloqueados por “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">ransomeware</em>” por mais de uma semana, até que o hospital pagou 17000 dólares em “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Bitcoins</em>”, as unidades monetárias de eleição do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>, pela chave de desencriptação dos seus dados e software</span><a name="_ednref7" href="#_edn7" title="" style="mso-endnote-id: edn7;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">A lavagem de dinheiro</strong> é outro problema atual. Imagine que a sua empresa faz troca automática de dados com um cliente e este em vez de pagar 100 euros transferiu 1000 e lhe envia uma mensagem ou faz um telefonema a pedir para devolver o excedente para uma conta bancária qualquer em offshore. Acontece com frequência na compra de alojamento, os “clientes” contam uma história de que o patrão lhes vai pagar o alojamento e as férias com um único cheque. Pedem o enorme favor de aceitar o cheque e lhe devolver o excedente para uma conta bancária antes da viagem, com urgência (!) para não ter tempo de verificar que o cheque é falso. Outro caso comum é alguém pretender comprar um imóvel que está à venda na internet, mas como vai receber do pai uma soma elevada para iniciar a construção ou porque o Estado lhe vai pagar uma indemnização elevada, dava imenso jeito se pudesse aceitar um pagamento duplo do valor do imóvel e lhe transferisse o remanescente para uma conta. Fique atento! Todo o cuidado é pouco para se proteger contra esta engenharia social feita através de comércio eletrónico.</span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Distribuição involuntária de software malicioso (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">malware</em>)</strong> para infeção de outros computadores a partir de um servidor ou computador pessoal controlado pelos criminosos é uma prática muito usada. Note-se que este software malicioso pode estar direcionado a uma operação específica de infeção destinada a interferir em transações com significado financeiro ou a tomar posse de um determinado servidor, escondendo o rasto de quem pratica o ato criminoso. A necessidade de um bom software de proteção contra “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">malware</em>” é evidente e não deve ser negligenciada, uma vez que a empresa pode vir a ser acusada de envolvimento em atos criminosos aos quais é alheia.</span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">espionagem</strong> através do uso da câmara ou do som do computador pessoal é usada também em empresas e em indivíduos. Uma vez instalado software malicioso no computador e obtido acesso com <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">password</em> com poderes de administração nesse mesmo computador, tudo é possível. Isto é, torna-se possível controlar os seus componentes, quer seja o disco, a câmara, o som, etc. Os dados e a imagem são um fim habitual neste tipo de ataques efetuados a partir de um terceiro computador. Mais uma vez, é indispensável dispor de software <em style="mso-bidi-font-style: normal;">anti-malware</em> que previna, detete e mostre novos utilizadores no sistema ou novas funcionalidades em execução. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">O comprometimento de dados por <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">roubo, destruição, alteração ou cópia </strong>é uma prática corrente. Havendo acesso aos servidores ou computadores pessoais por parte dos hackers criminosos, os dados ficam expostos ao mercado negro. Podem existir muitas razões que levem ao interesse pelos dados, desde criar dificuldades a um concorrente, copiar os dados de um concurso para obter vantagem, alteração de dados de registo de património, de salário, de benefícios, etc. A proteção contra a intrusão e comprometimento de dados depende da qualidade dos controlos de acesso aos sistemas e às aplicações. A boa gestão de privilégios de acesso faz-se com cooperação interna na empresa e verificação de controlo periódica. É essencial ter uma boa articulação entre os serviços de pessoal e a informática para que os privilégios sejam ajustados imediatamente após as alterações de situação do pessoal. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Segundo o “2016 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Trustwave Global Security Report</em>”, os dados estão no centro das atenções dos criminosos, sendo mais procurados os relacionados com cartões de crédito e transações comerciais:</span></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li>Cartão de crédito (31%)</li>
<li>Dados de E-Commerce (29%)</li>
<li>Propriedade (11%)</li>
<li>Destruição de dados, ações não específicas (10%)</li>
<li>Credenciais financeiras (7%)</li>
<li>Informação de identificação pessoal (4%)</li>
<li>Outra (8%)</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Ainda segundo o mesmo documento, as estatísticas quanto ao método usado pelos hackers aconselham a prevenção através da criação de barreiras de segurança em torno dos dados por serem o alvo preferencial dos piratas da Internet. Com efeito, de acordo com o “2016 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Trustwave Global Security Report</em>” os métodos mais usados estão relacionados com acessos indevidos, envio de comandos e software por todas as vias possíveis:</span></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li>Acesso remoto a computadores com credenciais roubadas para o efeito (17%);</li>
<li>Injection que consiste na adição de comandos de base de dados na linha de endereços juntamente com o site pretendido, isto é, “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">www</em>…. + comandos de SQL” para atualizar, selecionar, apagar ou alterar registo em base de dados (13%);</li>
<li>Reconfiguração de barreiras de segurança dos sistemas após acesso (12%);</li>
<li>Colocação de ficheiros com software de pirata em locais abrigados da vigilância dos administradores de sistemas ou em substituição de outros (12%);</li>
<li>Colheita de credenciais através de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">eMail</em> com software malicioso “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">Phishing</em>” ou engenharia social junto dos possuidores das credenciais necessárias (10%);</li>
<li>Intervenção maliciosa interna feita por trabalhadores descontentes com a gestão ou despedidos, mas ainda com acesso aos sistemas (8%);</li>
<li>Injeção de peças de código para execução posterior em ações de ataque (7%);</li>
<li>Servidor operacional de aplicações utilizadas na empresa, após obtenção das credencias de acesso necessárias (7%);</li>
<li>Passwords fáceis de descobrir ou não alteradas com frequência. Existem listas na internet com as passwords mais usadas que mostram a falta de cuidado com que as pessoas criam as suas passwords (7%);</li>
<li>Outros fatores (7%).</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A experiência e análise efetuada aconselham a utilização de barreiras de segurança sucessivas centradas nos dados. Nenhuma solução é totalmente segura, a prevenção e a vigilância são as regras de ouro para sobreviver no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>.</span></p>
<p><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"> </span><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;"> </span></p>
<h2 style="margin: 2pt 0cm 0pt;"><a name="_Toc468893511"></a><span style="color: #2e74b5; font-family: Calibri Light; font-size: large;">Como podem as pequenas empresas sobreviver no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>?</span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Os riscos são muitos e difíceis de mitigar, no entanto existem caminhos disponíveis para atenuar ou prevenir as consequências através da utilização sistemática e profissional de iniciativas de segurança informática. A necessidade de dispor de sistemas de informação integrados de que falámos antes e os riscos de segurança estão a empurrar as empresas para grandes centros de dados. Para as pequenas organizações, com meios de financiamento reduzidos, é aconselhável alugar capacidade de processamento, software e espaço em disco num <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenter</em> capaz de garantir as condições de segurança ideais. Há neste momento uma guerra planetária entre as grandes empresas deste ramo como a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">amazon</em>, a <em style="mso-bidi-font-style: normal;">google</em> e outras semelhantes que disputam o mercado mundial dos <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenters</em>.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Por vezes parece que estamos a regressar às fortalezas medievais construídas em zonas elevadas protegidas com muros intransponíveis resistentes a intrusos. A dimensão e a capacidade financeira destes grandes <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenters</em> permite-lhes contratar recursos de qualidade e mante-los em ação. Os recursos humanos qualificados são a maior vantagem destas grandes empresas relativamente às PME e PI que nunca poderão dispor das mesmas condições de segurança por falta de know-how tecnológico e de meios financeiros para o adquirir. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">As necessidades de informação para o funcionamento do negócio derivam da estrutura dos processos de negócio, assumindo-se que a continuidade de funcionamento é indispensável e que a recuperação de desastres informáticos deve estar bem ensaiada. O ambiente onde as empresas atuam nos dias que correm mostra que há novos fatores a considerar na avaliação de controlo interno, mesmo para além do mais recente referencial do COSO</span><a name="_ednref8" href="#_edn8" title="" style="mso-endnote-id: edn8;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[viii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">. A sobrevivência das organizações no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">CyberEspaço</em> obriga a um conjunto de cuidados amplamente divulgados em standards técnicos, que apresentamos a seguir de forma sintética para exemplificar:</span></p>
<ul>
<li>
<p>dados são o ponto central das preocupações e constituem o foco de onde se devem criar os anéis de segurança adequados. Como já vimos anteriormente, os piratas de Internet estão especialmente orientados para dados de cartões de crédito e de transações que lhes possam trazer vantagens imediatas. A segurança exige que se classifiquem os dados segundo a sua criticidade para o negócio e para os clientes. É indispensável um backup dos dados e do software com a frequência adequada (um dia, uma semana, um mês?). Esse backup deve ser armazenado numa instalação segura e acessível. Por razões que se prendem com os últimos ataques de “<em style="mso-bidi-font-style: normal;">ransomeware</em>” que encriptam os dados e pedem dinheiro em troca da chave de desencriptação, convém ter um segundo backup completamente desligado da rede onde os piratas não possam chegar. Assim se houver ataque podemos repor o software e os dados encriptados sem pagar aos criminosos;</p>
</li>
<li>
<p>O <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">hardware</strong> serve para depositar os dados, em disco ou em qualquer outro tipo de memória, por isso é necessário haver cuidados de controlo sobre ele. Tenha em atenção que os componentes de hardware usados para transportar dados são comandados por software. Quer esteja nas instalações da empresa ou na nuvem, o hardware deve ser sujeito a controlo estreito por parte da empresa, quer seja direto ou por via legal se for subcontratado. A opção mais resistente do ponto de vista da segurança é o aluguer de hardware e capacidade de processamento em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">datacenters</em> convenientemente protegidos e certificados;</p>
</li>
<li>
<p>Os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">sistemas</strong>, nome que abreviadamente se dá ao software sobre o qual se instalam as aplicações, inclui os sistemas operativos, os sistemas de gestão de bases de dados e outro software de base. São de destacar os cuidados a ter com a configuração adequada para suportar o software aplicacional da empresa, a gestão de atualizações (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">patch</em>) semelhantes àquela que o Windows faz frequentemente e os registos de operações realizadas nos sistemas (log) que permitem fazer a monitorização ou verificação de causas de incidentes no sistema;</p>
</li>
<li>
<p>As <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">aplicações</strong> que se instalam nos sistemas são uma grande preocupação a ter em conta, porque segundo as estatísticas recentes apenas 3% deste software está livre de vulnerabilidades e é capaz de resistir a ataques de pirataria. Uma vez que são as aplicações que recebem, guardam e disponibilizam os dados esta insegurança é um risco tremendo para as empresas. Todo o software que entra em contacto com dados da empresa constitui um risco, especialmente as aplicações que instalamos e desinstalamos nos nossos telemóveis. Quase todas as aplicações pedem permissão para ver dados, fotos, contactos, lista telefónica antes da instalação, mas nem sempre esses dados são necessários. Nós disponibilizamos os nossos dados e os da empresa com quem trabalhamos de uma forma muito arriscada a quem os quiser, por vezes para aplicações que nem conhecemos. Naturalmente que ao ligar o nosso telefone móvel à rede informática da empresa para obter <em style="mso-bidi-font-style: normal;">eMail</em> ou ficheiros, as suas fragilidades afetam a segurança da rede da empresa. Esta situação é particularmente preocupante quando a empresa nos disponibiliza dados confidenciais como contratos contabilidade, tesouraria, RH, etc.</p>
</li>
<li>
<p>Os <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">utilizadores</strong> e os seus direitos de acesso a software e aplicações são uma das primeiras preocupações de segurança. É necessário formar e sensibilizar todos os colaboradores da empresa para a importância do seu <em style="mso-bidi-font-style: normal;">user/password. </em>A gestão de utilizadores deve estar intimamente ligada à gestão de recursos humanos para que quaisquer movimentos de recursos sejam imediatamente refletidos nos sistemas. É muito frequente haver privilégios de acesso que permanecem ativos nos sistemas depois das pessoas mudarem de função ou saírem da empresa. Uma boa prática de prevenção consiste na autenticação dupla, pois além do user/password o sistema pede-nos um outro código disponibilizado por SMS ou por outro meio previamente definido. O treino dos utilizadores é a forma mais segura de proteger a infraestrutura de uma empresa, por vezes as pessoas colocam em risco a segurança informática por pura ignorância relativamente às consequências dos seus atos.</p>
</li>
<li>
<p>A <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Gestão de Risco</strong> é outro aspeto de importância vital para a empresa. Dada a existência de tantos perigos, tem de haver alguém que centralize a informação relativa a ameaças (<em style="mso-bidi-font-style: normal;">threat intelligence</em>), intrusões na rede ou quaisquer incidentes que ocorram. A comunicação é essencial para a sobrevivência da empresa no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">CyberEspaço</em>. É necessário identificar, avaliar e reduzir continuamente os riscos de TIC relacionados com o negócio, mantendo-os dentro dos níveis de tolerância estabelecidos pela gestão executiva da empresa.</p>
</li>
<li>
<p>As <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">redes</strong> contêm as portas de entrada nos servidores e computadores pessoais da empresa. Evoluem com as necessidades da empresa, tornando-se por vezes numa manta de retalhos que funciona sem haver conhecimento suficiente sobre as configurações existentes. Os equipamentos de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">routing</em> onde são configurados os canais de comunicação de rede, a gestão de endereços de IP atribuídos a todos os equipamentos que se ligam à rede, os acessos WEB diretos ou indiretos e a configuração de Firewall onde se bloqueiam acessos, são aspetos da maior importância frequentemente negligenciados. Trata-se de um tema onde existem poucos profissionais disponíveis no mercado, é necessário contratar know-how em redes que elimine estas lacunas. Há sempre mais portas abertas do que aquelas que conhecemos numa rede informática, por isso faça ou mande fazer o seguinte quanto antes:</p>
</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Inventarie e avalie os equipamentos existentes face às necessidades de negócio e infraestrutura.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Valide e documente as configurações dos equipamentos de comunicação de rede (rotas, vlans, trunks e uplinks) ou serviços (DHCP, DNS, VPN, Firewall, Routers e Switchs).</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Valide e documente as políticas de backup de configurações existentes.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Valide e documente a gestão de qualidade de serviço (QoS), portas e protocolos garantindo a documentação da configuração e da segurança de portas nos equipamentos bem como os protocolos de comunicação utilizados.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt 70.8pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Verifique e documente os contratos de suporte existentes ou inexistentes dos respetivos equipamentos.</span></em></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li style="font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l1 level1 lfo6;">A definição clara de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">políticas de segurança</strong> a seguir no que diz respeito a tecnologias de informação e comunicação é também um aspeto de grande importância porque alinha as pessoas com o que é importante proteger e responsabiliza quem amplia o risco. Por exemplo, a existência da política de que os telemóveis não entram na sala quando há reuniões confidenciais pode prevenir fugas de informação.</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l1 level1 lfo6;">A <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">gestão de TIC</strong> surge também como uma área essencial neste contexto. Com efeito, perante tantos riscos as empresas têm de contratar profissionais competentes para a gerir todos os problemas que emergem desta área que é transversal a toda a empresa.</p>
</li>
</ul>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li style="font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 8pt; mso-list: l0 level1 lfo4;">Por último, é necessário garantir a <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">conformidade com Leis e Regulamentos</strong> aplicáveis. Citamos o caso do REGULAMENTO (UE) 2016/679 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 27 de abril de 2016, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados e que revoga a Diretiva 95/46/CE (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados). A leitura sugere a urgência de iniciativas de segurança, por exemplo a ISO27000 para assegurar os cuidados que é preciso ter relativamente à proteção de dados pessoais para prevenir eventuais coimas associadas a este Regulamento Comunitário de aplicação a partir de 25 de maio de 2018 (4% do volume de negócios ou 20 000 000 de euros).</p>
</li>
</ul>
<p>Assim, podemos dizer que a Cybersegurança é muito relevante para as pequenas e médias empresas e também para os profissionais de contabilidade porque processam dados de outras empresas e de outros profissionais. Trata-se de um desafio permanente que pode ser vencido com:</p>
<ul>
<li>Consciência da gestão de topo para o problema da <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cybersegurança;</em></li>
<li>Gestão profissional de Tecnologias de Informação e Comunicação;</li>
<li>Gestão de risco a funcionar e afinada;</li>
<li>Novo referencial de controlo interno que inclua os riscos do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço;</em></li>
<li>Definição e aplicação de políticas de segurança de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) centradas na proteção de dados e em standards aceites globalmente.</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: center;" align="center"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Existem várias dezenas de standards técnicos que evoluem a cada ano que passa para acompanhar a inovação tecnológica. Alguns desses standards são aceites generalizadamente e de forma universal como boas práticas por responderem às necessidades reconhecidas por todos. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Sugerimos o seguinte percurso para desenvolvimento e aplicação das políticas de segurança necessárias a quem está no <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>, isto é, quem tem comunicação eletrónica de dados entre pessoas da empresa, clientes ou fornecedores, independentemente da dimensão:</span></p>
<ul style="list-style-type: disc; direction: ltr;">
<li style="font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">1º Passo: comece por aplicar a “ISO 27001 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Information Security Management System” </em>porque é um standard abrangente e fácil de compreender. Não caia na ilusão do processo, foque a sua equipa na substância porque o que é realmente importante é a segurança<em style="mso-bidi-font-style: normal;">. </em>Depois de a empresa estar familiarizada com os controlos deste standard contrate serviços especializados de certificação e mantenha como objetivo permanente a melhoria do nível de maturidade do controlo interno. Como esta ISO abrange toda a informação da empresa e não apenas as tecnologias de informação, precisa de envolver a gestão de topo logo no início;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">2º passo: enquadre as iniciativas de segurança no standard “NIST <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Framework for Improving Critical Infrastructure Cybersecurity”</em> porque foi pensado para responder aos problemas do <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Cyberespaço</em>,é centrado nos ativos da empresa (os dados e faz apelo a um conjunto de outros referenciais técnicos aceites generalizadamente;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">3º passo: prepare a empresa para o pior com o “ISO 22301 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Business Continuity Management”</em> porque minimiza o impacto de incidentes disruptivos e ajuda a recuperar no caso de haver alguma desgraça grande em consequência de um ataque ou acidente que ponha os sistemas KO;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 0pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">4º passo: verifique periodicamente se a sua empresa está alinhada com o “ISO 31000 <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Risk Management Principles and Guidelines”</em> porque ajuda a gestão relativamente a riscos e ameaças que evoluem constantemente;</p>
</li>
<li style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal;">
<p style="color: #000000; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; margin-top: 0cm; margin-bottom: 8pt; mso-list: l4 level1 lfo3;">5º passo: mantenha a gestão das tecnologias de informação da empresa alinhada com os princípios do “COBIT5 – <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Control Objectives for Information Technology”</em> porque é um standard dedicado à gestão de tecnologias de informação, construído em torno de uma estrutura clara de cinco domínios e vários processos onde a estratégia da empresa determina as necessidades de informação, subordinando as tecnologias de informação ao negócio e não o contrário;</p>
</li>
</ul>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Finalmente, avalie a maturidade das suas políticas de segurança através do standard CMMI que propõe 6 níveis de maturidade de controlo (0 a 5), onde zero significa que “não sabe nada sobre o controlo e tem raiva a quem sabe” e cinco significa que o controlo “está ativo e em otimização periódica”. No fim do processo pode tranquilizar os seus clientes e fornecedores dizendo que a segurança global da empresa é positiva porque está em 3, 4 ou 5. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">A aplicação das boas práticas internacionais na criação da política de segurança da empresa permite-lhe construir uma fortaleza em torno dos dados. Não facilite! As estatísticas mostram uma imagem da média das empresas muito desfavorável e pior ainda quando se fala de pequenas e médias empresas. Em 2015, apenas cerca de uma em cada três empresas tinha política de segurança de TIC na EU-28 e a situação nas pequenas empresas era três vezes pior do que nas restantes.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 8pt;"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: medium;">Esta situação dramática é agravada pelo facto de as aplicações informáticas em execução não terem sido validadas para efeitos de segurança. Segundo o relatório da empresa <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Trustware</em> de 2015, 97% das aplicações analisadas tinham vulnerabilidades, sendo 14 a média de vulnerabilidades existentes em cada aplicação, designadamente na gestão de sessão, possibilidade de fuga de informação e de código transversal. Concluindo-se ainda que 10% das vulnerabilidades eram críticas ou de alto risco.</span></p>
<div style="mso-element: endnote-list;"><br clear="all" /><hr width="33%" size="1" />
<div id="edn1" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn1" href="#_ednref1" title="" style="mso-endnote-id: edn1;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[i]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;">http://data.worldbank.org;</span></p>
</div>
<div id="edn2" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn2" href="#_ednref2" title="" style="mso-endnote-id: edn2;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[ii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> <span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB">http://</span>www.gartner.com</span></p>
</div>
<div id="edn3" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn3" href="#_ednref3" title="" style="mso-endnote-id: edn3;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iii]</span></span></span></span></a><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained</span></p>
</div>
<div id="edn4" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn4" href="#_ednref4" title="" style="mso-endnote-id: edn4;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[iv]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="color: #000000;"> <span lang="EN-GB">Sean Gallagher - 12/1/2016, 6:55 PM http://arstechnica.com/security/2016/12/legal-raids-in-five-countries-seize-botnet-servers-sinkhole-800000-domains/</span></span></span></span></span></p>
</div>
<div id="edn5" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn5" href="#_ednref5" title="" style="mso-endnote-id: edn5;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[v]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> http://observador.pt/2016/12/08/via-verde-alerta-para-emails-fraudulentos-sobre-dividas-de-portagem/</span></span></p>
</div>
<div id="edn6" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn6" href="#_ednref6" title="" style="mso-endnote-id: edn6;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vi]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="color: #000000;"> <span lang="EN-GB">Publicado: Nov 27, 2016 7:59 p.m. ET http://www.marketwatch.com/story/hackers-attack-san-franciscos-transit-system-resulting-in-free-rides-2016-11-27</span></span></span></span></span></p>
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<div id="edn7" style="mso-element: endnote;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn7" href="#_ednref7" title="" style="mso-endnote-id: edn7;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[vii]</span></span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="color: #000000;"> <span lang="EN-GB">Publicado: Nov 27, 2016 7:59 p.m. ET http://www.marketwatch.com/story/hackers-attack-san-franciscos-transit-system-resulting-in-free-rides-2016-11-27</span></span></span></span></span></p>
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<p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="_edn8" href="#_ednref8" title="" style="mso-endnote-id: edn8;"><span style="mso-special-character: footnote;"><span style="line-height: 107%; font-family: 'Calibri',sans-serif; font-size: 10pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1;">[viii]</span></span></span></span></a><a href="http://www.coso.org/"><span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0563c1; font-family: Calibri; font-size: small;">http://www.coso.org/</span></span></span></a><span style="mso-ansi-language: EN-GB;" lang="EN-GB"><span style="color: #000000; font-family: Calibri; font-size: small;"> - site oficial do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO)</span></span></p>
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<p> </p></div>O Rácio Market-to-Book (MtoB) nas empresas cotadas no EURONEXT Lisboa, Revista TOC, Ano VII, #74, Maio 2006 2010-01-10T10:12:40+00:002010-01-10T10:12:40+00:00http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas/75-o-racio-market-to-book-mtob-nas-empresas-cotadas-no-euronext-lisboa-revista-toc-ano-vii-74-maio-2006Super Userjmariapedro@gmail.com<div class="feed-description"><p>Consulte <a href="extra/artigos/RacioMtoB.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p></div><div class="feed-description"><p>Consulte <a href="extra/artigos/RacioMtoB.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p></div>Técnicos Oficiais de Contas no Sector Público?..., in Revista da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, Ano III, nº 29, 20022010-01-10T10:14:42+00:002010-01-10T10:14:42+00:00http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas/76-tecnicos-oficiais-de-contas-no-sector-publico-in-revista-da-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas-ano-iii-no-29-2002Super Userjmariapedro@gmail.com<div class="feed-description"><p>Conteúdo não disponível.</p></div><div class="feed-description"><p>Conteúdo não disponível.</p></div>Capital Conhecimento: a importância dos activos intangíveis nas empresas é cada vez maior - é urgente caracterizar, avaliar e contabilizar esses activos, in Revista da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, Ano II, nº 15, 20012010-01-10T10:15:02+00:002010-01-10T10:15:02+00:00http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas/77-capital-conhecimento-a-importancia-dos-activos-intangiveis-nas-empresas-e-cada-vez-maior-e-urgente-caracterizar-avaliar-e-contabilizar-esses-activos-in-revista-da-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas-ano-ii-no-15-2001José Maria Pedrojmariapedro@gmail.com<div class="feed-description"><p>Capital Conhecimento ou Capital Intelectual são conceitos que pretendem designar o conjunto de activos intangíveis que formam o valor da empresa juntamente com os activos tangíveis. A designação mais tradicional é Goodwill para os profissionais de contabilidade, mas há novidades relativamente a este conceito definido nas normas contabilísticas com um significado rigoroso e tratado normalmente como um activo amortizável.<br /><br />Os conceitos de Capital Conhecimento ou Capital Intelectual são mais abrangentes e livres do que o termo Goodwill. Uma vez que a intangibilidade destes activos tem origem nas pessoas, na sua capacidade de acção, nos vestígios que deixam nas organizações e nos relacionamentos que estabelecem entre si e com outras organizações, muitos autores preferem chamar-lhe Capital Conhecimento e consideram-no um activo permanente a reavaliar anualmente e a contabilizar no balanço como qualquer activo tangível.<br /><br />O nome não é muito importante, a dificuldade está no conteúdo do conceito, na identificação das parcelas e na sua avaliação. Há algumas tentativas interessantes de identificação e medição desses activos, mas ainda não há consenso, por isso ainda não deixou de ser um grande problema que é urgente resolver.<br /><br />Um estudo recente efectuado sobre todas as empresas cotadas na Bolsa de Valores de Lisboa desde 1991 até 1999 revelou que a parte intangível do valor da empresa tem vindo a crescer, situando-se em 1999, em mais do dobro do activo total líquido das empresas.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/mediaRaciosMtoB.gif" border="0" /><br /><br />A análise atenta do gráfico que apresentamos mostra que desde 1993, a parte intangível do valor da empresa é maior que o valor contabilístico líquido em termos médios nas empresas cotadas na Bolsa de Valores de Lisboa. Quer isto dizer que a parte intangível é cada vez maior no valor de mercado das empresas. Naturalmente que nem todas as empresas estão nesta situação, algumas estão acima da média de rácios, outras estão abaixo. A média aqui apresentada é uma tendência global. Os valores por empresa e por sector são surpreendentes, mas dispensamo-nos de os divulgar! Outros autores fizeram estudos semelhantes em Países diferentes, tendo concluído que esta tendência é geral, não se verifica apenas em Portugal.<br /><br />A importância emergente do conhecimento reflecte a crescente dependência das empresas dos activos intangíveis. O crescimento da importância da parte intangível do valor da empresa pode trazer consequências inesperadas para a gestão. Repare que as decisões de gestão assentam normalmente em indicadores contabilísticos e financeiros produzidos na empresa. Mas quando constatamos que a contabilidade cobre apenas um terço do valor da empresa, somos levados a admitir que nem todas essas decisões podem ser correctas. De facto os indicadores contabilísticos explicam apenas uma pequena parte dos factos geradores de valor na empresa, por isso não podem constituir uma base segura de decisão!<br /><br />À parte intangível do valor da empresa chamamos capital conhecimento por ser gerada fundamentalmente a partir de conhecimento das pessoas dos grupos ou da empresa globalmente, mesmo quando esse conhecimento está integrado nos processos de funcionamento e relacionamento ou quando se materializa em opções de gestão. Segundo os autores que estudam esta matéria, quanto maior for a parte intangível, ou seja, quanto maior for o capital conhecimento numa empresa maior será a sua probabilidade de produzir riqueza no futuro.<br /><br />Quando interiorizamos esta ideia e olhamos para a dimensão relativa dos activos intangíveis nas empresas somos assaltados por alguma ansiedade. Tudo o que sabemos de gestão assenta sobretudo em pressupostos desenvolvidos com base na gestão de activos tangíveis como os edifícios, os carros e outros bens visíveis. Annie Brooking, uma autora muito conhecida neste tema, diz que o mundo está a mudar mais uma vez, por isso é urgente encontrar novos processos de monitorar e gerir as organizações que reflictam essa mudança.<br /><br />As consequências do desenvolvimento da importância do conhecimento verificaram-se tanto na economia como no interior das próprias empresas. Segundo Prusak e Mintzeberg autores conhecidos nesta área, a abordagem das alterações que levaram a focar as atenções no conhecimento, permite identificar várias modificações de relevo com consequências no aumento da importância do capital conhecimento nas empresas:<br /><br />Primeira modificação: o ritmo de modificação acelerou para os mercados, tecnologias, oportunidades e competição. As transformações verificadas na tecnologia e nos mercados produzem as oportunidades mais rapidamente e geram mais competição do que nos tempos clássicos onde a informação se deslocava lentamente entre os intervenientes nesses mercados. Uma mudança rápida das condições significa também obsolescência rápida do conhecimento e a consequente necessidade de criar novos conhecimentos para inovar, criar e manter vantagens competitivas. Os desafios postos à gestão por este ritmo de transformação são elevados. A forma mais rápida de mudar o conhecimento é mudar as pessoas porque estas são as detentoras reais do conhecimento. Mas fazer isso de forma sistemática pode ser uma decisão pouco sensata porque estas pessoas dispõem de conhecimento necessário e útil à empresa criado ao longo da sua permanência dentro dela. Por vezes a saída de um elemento pode criar sérias dificuldade aos projectos em que este indivíduo participa, quando se trata de alguém cujos conhecimentos são essenciais e únicos, os efeitos da saída são dramáticos.<br /><br />Segunda modificação: Os produtos tendem a ajustar-se cada vez mais aos interesses do cliente. Há um processo de reajustamento da produção aos desejos dos clientes designado por costumização que conduz à ideia de que os produtos não devem ser massificados como se todos os clientes gostassem do mesmo produto. Cada vez é necessário conhecer melhor os clientes para poder apresentar uma proposta de valor atractiva capaz de satisfazer as exigências mais individuais dos consumidores. Estão em desenvolvimento novas formas de organização do relacionamento das empresas com os clientes, o termo CRM (Customer Relationship Management) está a vulgarizar-se.<br /><br />Terceira modificação: a natureza dos bens e serviços mudou, o peso relativo da parte intangível tende a crescer porque há mais serviço antes e após a venda. Para um laboratório de pesquisa, uma empresa de consultoria, ou de software, o inventário mais importante não é o dos activos físicos, mas sim o que identifica o conhecimento acumulado na cabeça das pessoas, nos processos adoptados, nas relações estabelecidas entre as pessoas internas e externas à empresa (colaboradores, clientes e fornecedores). Mesmo nos produtos menos intensivos em informação a componente serviço tem vindo a crescer, incorporando mais conhecimento.<br /><br />Quarta modificação: o âmbito espacial das empresas e do mercado mudou, agora é mais amplo com a globalização da economia, passou as fronteiras dos países e dos continentes. Uma empresa com sede num ponto do globo pode actuar no outro extremo da terra sem que isso se torne num fardo incrível para a gestão ou tão caro em termos de custos financeiros que se torne insustentável. Do espaço físico, como o das feiras tradicionais da cidade e das vilas, passámos para um espaço virtual onde a distância física real já não é tão determinante. O aparecimento e desenvolvimento do comércio electrónico é uma evidência desta modificação conseguida graças à evolução tecnológica verificada nos últimos anos.<br /><br />Quinta modificação: o número de empregados e a taxa de rotação mudaram. As empresas procuram reduzir o número de empregados mantendo o mesmo nível de conhecimento nos restantes. Procura-se que cada novo empregado tenham mais competências e permita reduzir o número global necessário. Este processo conduz à necessidade de gestão de conhecimento cuidada com ênfase para a qualidade e motivação dos colaboradores. O número de empregados é cada vez menos importante, o que conta são as suas competências e o seu alinhamento com a estratégia da empresa.<br /><br />Sexta modificação: a estrutura das organizações mudou, tende a ser virtual e mais flexível do que as tradicionais. Henry Mintzberg & Ludo Van der Heyden, fizeram um estudo interessantíssimo, publicado na Harvard Business Review de Setembro-Outubro de 1999, defendendo a ideia de que há novas formas básicas de organizar (SET, CHAIN, HUB e WEB) que podem coexistir na mesma organização em diferentes áreas de negócio combinadas entre si. Há um realinhamento das empresas no sentido dos mercados, dos produtos e dos processos sem barreiras geográficas. A cadeia de valor pode ser desenvolvida com base em equipas dispersas e flexíveis. A complementaridade de competências entre vários aliados pode ser facilmente levada à prática num espaço virtual. O caso da livraria amazon.com ilustra esta nova realidade, consegue orquestrar a promoção, venda e entrega de mais de um milhão de títulos a partir de um sistema de informação visível em todo o mundo assente em estruturas flexíveis.<br /><br />Sétima modificação: as potencialidades das tecnologias de informação facilitam a formalização da gestão do conhecimento e a sua divulgação. A utilização de redes interactivas conseguida com as telecomunicações e tecnologias como groupware, podem aproximar as pessoas, pondo-as em contacto e em acção. Pessoas com conhecimentos elevados ficam assim disponíveis para quem pretenda captar esse conhecimento.</p>
<p><br /><strong>Modificações que contribuem para valorizar os activos intangíveis</strong></p>
<ol>
<li>
<p>O ritmo de modificação acelerou para os mercados, tecnologias, oportunidades e competição</p>
</li>
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<p>Os produtos tendem a ajustar-se cada vez mais aos interesses do cliente</p>
</li>
<li>
<p>A natureza dos bens e serviços mudou, o peso relativo da parte intangível tende a crescer porque o serviço antes e após a venda é cada vez mais importante</p>
</li>
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<p>O âmbito espacial das empresas e do mercado mudou, agora é mais amplo, com a globalização da economia passou as fronteiras dos países e dos continentes</p>
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<p>O número de empregados reduziu e a taxa de rotação aumentou</p>
</li>
<li>
<p>A estrutura das organizações mudou, tende a ser virtual e mais flexível do que as tradicionais</p>
</li>
<li>
<p>As potencialidades das tecnologias de informação facilitam a formalização da gestão do conhecimento e a sua divulgação</p>
</li>
</ol>
<p><br />Em conclusão, podemos salientar três pontos que devem merecer a atenção urgente dos teóricos da contabilidade e da gestão:<br /><br />Primeiro: existem dados que mostram a crescente importância relativa dos activos intangíveis na empresa e alguns factos que ilustram diversas modificações cuja natureza faz destacar a importância do capital conhecimento tornando-o um factor cada vez mais relevantes na actividade empresarial moderna.<br /><br />Segundo: é urgente rever a contabilidade de modo a considerar a parte intangível do valor da empresa, capital conhecimento, tratando-o como um activo e não apenas como uma parcela de Goodwill a amortizar e a fazer desaparecer rapidamente das contas. A este propósito há um artigo publicado na Revista dos ROC em Janeiro de 2001 que abre alguns caminhos de debate para esta questão.<br /><br />Terceiro: antes de partir para a discussão da forma de contabilização do capital conhecimento é indispensável proceder à identificação e avaliação das parcelas que formam o valor global do capital conhecimento. Apesar de haver já alguma tendência para a aceitação da ideia de que o capital conhecimento é constituído por três componentes: Capital Humano, Capital Estrutural e Capital Cliente, não há ainda consenso quanto às parcelas a incluir em cada um destes componentes nem quanto à forma de determinar o seu valor.</p></div><div class="feed-description"><p>Capital Conhecimento ou Capital Intelectual são conceitos que pretendem designar o conjunto de activos intangíveis que formam o valor da empresa juntamente com os activos tangíveis. A designação mais tradicional é Goodwill para os profissionais de contabilidade, mas há novidades relativamente a este conceito definido nas normas contabilísticas com um significado rigoroso e tratado normalmente como um activo amortizável.<br /><br />Os conceitos de Capital Conhecimento ou Capital Intelectual são mais abrangentes e livres do que o termo Goodwill. Uma vez que a intangibilidade destes activos tem origem nas pessoas, na sua capacidade de acção, nos vestígios que deixam nas organizações e nos relacionamentos que estabelecem entre si e com outras organizações, muitos autores preferem chamar-lhe Capital Conhecimento e consideram-no um activo permanente a reavaliar anualmente e a contabilizar no balanço como qualquer activo tangível.<br /><br />O nome não é muito importante, a dificuldade está no conteúdo do conceito, na identificação das parcelas e na sua avaliação. Há algumas tentativas interessantes de identificação e medição desses activos, mas ainda não há consenso, por isso ainda não deixou de ser um grande problema que é urgente resolver.<br /><br />Um estudo recente efectuado sobre todas as empresas cotadas na Bolsa de Valores de Lisboa desde 1991 até 1999 revelou que a parte intangível do valor da empresa tem vindo a crescer, situando-se em 1999, em mais do dobro do activo total líquido das empresas.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/mediaRaciosMtoB.gif" border="0" /><br /><br />A análise atenta do gráfico que apresentamos mostra que desde 1993, a parte intangível do valor da empresa é maior que o valor contabilístico líquido em termos médios nas empresas cotadas na Bolsa de Valores de Lisboa. Quer isto dizer que a parte intangível é cada vez maior no valor de mercado das empresas. Naturalmente que nem todas as empresas estão nesta situação, algumas estão acima da média de rácios, outras estão abaixo. A média aqui apresentada é uma tendência global. Os valores por empresa e por sector são surpreendentes, mas dispensamo-nos de os divulgar! Outros autores fizeram estudos semelhantes em Países diferentes, tendo concluído que esta tendência é geral, não se verifica apenas em Portugal.<br /><br />A importância emergente do conhecimento reflecte a crescente dependência das empresas dos activos intangíveis. O crescimento da importância da parte intangível do valor da empresa pode trazer consequências inesperadas para a gestão. Repare que as decisões de gestão assentam normalmente em indicadores contabilísticos e financeiros produzidos na empresa. Mas quando constatamos que a contabilidade cobre apenas um terço do valor da empresa, somos levados a admitir que nem todas essas decisões podem ser correctas. De facto os indicadores contabilísticos explicam apenas uma pequena parte dos factos geradores de valor na empresa, por isso não podem constituir uma base segura de decisão!<br /><br />À parte intangível do valor da empresa chamamos capital conhecimento por ser gerada fundamentalmente a partir de conhecimento das pessoas dos grupos ou da empresa globalmente, mesmo quando esse conhecimento está integrado nos processos de funcionamento e relacionamento ou quando se materializa em opções de gestão. Segundo os autores que estudam esta matéria, quanto maior for a parte intangível, ou seja, quanto maior for o capital conhecimento numa empresa maior será a sua probabilidade de produzir riqueza no futuro.<br /><br />Quando interiorizamos esta ideia e olhamos para a dimensão relativa dos activos intangíveis nas empresas somos assaltados por alguma ansiedade. Tudo o que sabemos de gestão assenta sobretudo em pressupostos desenvolvidos com base na gestão de activos tangíveis como os edifícios, os carros e outros bens visíveis. Annie Brooking, uma autora muito conhecida neste tema, diz que o mundo está a mudar mais uma vez, por isso é urgente encontrar novos processos de monitorar e gerir as organizações que reflictam essa mudança.<br /><br />As consequências do desenvolvimento da importância do conhecimento verificaram-se tanto na economia como no interior das próprias empresas. Segundo Prusak e Mintzeberg autores conhecidos nesta área, a abordagem das alterações que levaram a focar as atenções no conhecimento, permite identificar várias modificações de relevo com consequências no aumento da importância do capital conhecimento nas empresas:<br /><br />Primeira modificação: o ritmo de modificação acelerou para os mercados, tecnologias, oportunidades e competição. As transformações verificadas na tecnologia e nos mercados produzem as oportunidades mais rapidamente e geram mais competição do que nos tempos clássicos onde a informação se deslocava lentamente entre os intervenientes nesses mercados. Uma mudança rápida das condições significa também obsolescência rápida do conhecimento e a consequente necessidade de criar novos conhecimentos para inovar, criar e manter vantagens competitivas. Os desafios postos à gestão por este ritmo de transformação são elevados. A forma mais rápida de mudar o conhecimento é mudar as pessoas porque estas são as detentoras reais do conhecimento. Mas fazer isso de forma sistemática pode ser uma decisão pouco sensata porque estas pessoas dispõem de conhecimento necessário e útil à empresa criado ao longo da sua permanência dentro dela. Por vezes a saída de um elemento pode criar sérias dificuldade aos projectos em que este indivíduo participa, quando se trata de alguém cujos conhecimentos são essenciais e únicos, os efeitos da saída são dramáticos.<br /><br />Segunda modificação: Os produtos tendem a ajustar-se cada vez mais aos interesses do cliente. Há um processo de reajustamento da produção aos desejos dos clientes designado por costumização que conduz à ideia de que os produtos não devem ser massificados como se todos os clientes gostassem do mesmo produto. Cada vez é necessário conhecer melhor os clientes para poder apresentar uma proposta de valor atractiva capaz de satisfazer as exigências mais individuais dos consumidores. Estão em desenvolvimento novas formas de organização do relacionamento das empresas com os clientes, o termo CRM (Customer Relationship Management) está a vulgarizar-se.<br /><br />Terceira modificação: a natureza dos bens e serviços mudou, o peso relativo da parte intangível tende a crescer porque há mais serviço antes e após a venda. Para um laboratório de pesquisa, uma empresa de consultoria, ou de software, o inventário mais importante não é o dos activos físicos, mas sim o que identifica o conhecimento acumulado na cabeça das pessoas, nos processos adoptados, nas relações estabelecidas entre as pessoas internas e externas à empresa (colaboradores, clientes e fornecedores). Mesmo nos produtos menos intensivos em informação a componente serviço tem vindo a crescer, incorporando mais conhecimento.<br /><br />Quarta modificação: o âmbito espacial das empresas e do mercado mudou, agora é mais amplo com a globalização da economia, passou as fronteiras dos países e dos continentes. Uma empresa com sede num ponto do globo pode actuar no outro extremo da terra sem que isso se torne num fardo incrível para a gestão ou tão caro em termos de custos financeiros que se torne insustentável. Do espaço físico, como o das feiras tradicionais da cidade e das vilas, passámos para um espaço virtual onde a distância física real já não é tão determinante. O aparecimento e desenvolvimento do comércio electrónico é uma evidência desta modificação conseguida graças à evolução tecnológica verificada nos últimos anos.<br /><br />Quinta modificação: o número de empregados e a taxa de rotação mudaram. As empresas procuram reduzir o número de empregados mantendo o mesmo nível de conhecimento nos restantes. Procura-se que cada novo empregado tenham mais competências e permita reduzir o número global necessário. Este processo conduz à necessidade de gestão de conhecimento cuidada com ênfase para a qualidade e motivação dos colaboradores. O número de empregados é cada vez menos importante, o que conta são as suas competências e o seu alinhamento com a estratégia da empresa.<br /><br />Sexta modificação: a estrutura das organizações mudou, tende a ser virtual e mais flexível do que as tradicionais. Henry Mintzberg & Ludo Van der Heyden, fizeram um estudo interessantíssimo, publicado na Harvard Business Review de Setembro-Outubro de 1999, defendendo a ideia de que há novas formas básicas de organizar (SET, CHAIN, HUB e WEB) que podem coexistir na mesma organização em diferentes áreas de negócio combinadas entre si. Há um realinhamento das empresas no sentido dos mercados, dos produtos e dos processos sem barreiras geográficas. A cadeia de valor pode ser desenvolvida com base em equipas dispersas e flexíveis. A complementaridade de competências entre vários aliados pode ser facilmente levada à prática num espaço virtual. O caso da livraria amazon.com ilustra esta nova realidade, consegue orquestrar a promoção, venda e entrega de mais de um milhão de títulos a partir de um sistema de informação visível em todo o mundo assente em estruturas flexíveis.<br /><br />Sétima modificação: as potencialidades das tecnologias de informação facilitam a formalização da gestão do conhecimento e a sua divulgação. A utilização de redes interactivas conseguida com as telecomunicações e tecnologias como groupware, podem aproximar as pessoas, pondo-as em contacto e em acção. Pessoas com conhecimentos elevados ficam assim disponíveis para quem pretenda captar esse conhecimento.</p>
<p><br /><strong>Modificações que contribuem para valorizar os activos intangíveis</strong></p>
<ol>
<li>
<p>O ritmo de modificação acelerou para os mercados, tecnologias, oportunidades e competição</p>
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<li>
<p>Os produtos tendem a ajustar-se cada vez mais aos interesses do cliente</p>
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<p>A natureza dos bens e serviços mudou, o peso relativo da parte intangível tende a crescer porque o serviço antes e após a venda é cada vez mais importante</p>
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<p>O âmbito espacial das empresas e do mercado mudou, agora é mais amplo, com a globalização da economia passou as fronteiras dos países e dos continentes</p>
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<p>O número de empregados reduziu e a taxa de rotação aumentou</p>
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<p>A estrutura das organizações mudou, tende a ser virtual e mais flexível do que as tradicionais</p>
</li>
<li>
<p>As potencialidades das tecnologias de informação facilitam a formalização da gestão do conhecimento e a sua divulgação</p>
</li>
</ol>
<p><br />Em conclusão, podemos salientar três pontos que devem merecer a atenção urgente dos teóricos da contabilidade e da gestão:<br /><br />Primeiro: existem dados que mostram a crescente importância relativa dos activos intangíveis na empresa e alguns factos que ilustram diversas modificações cuja natureza faz destacar a importância do capital conhecimento tornando-o um factor cada vez mais relevantes na actividade empresarial moderna.<br /><br />Segundo: é urgente rever a contabilidade de modo a considerar a parte intangível do valor da empresa, capital conhecimento, tratando-o como um activo e não apenas como uma parcela de Goodwill a amortizar e a fazer desaparecer rapidamente das contas. A este propósito há um artigo publicado na Revista dos ROC em Janeiro de 2001 que abre alguns caminhos de debate para esta questão.<br /><br />Terceiro: antes de partir para a discussão da forma de contabilização do capital conhecimento é indispensável proceder à identificação e avaliação das parcelas que formam o valor global do capital conhecimento. Apesar de haver já alguma tendência para a aceitação da ideia de que o capital conhecimento é constituído por três componentes: Capital Humano, Capital Estrutural e Capital Cliente, não há ainda consenso quanto às parcelas a incluir em cada um destes componentes nem quanto à forma de determinar o seu valor.</p></div>Diferença entre os níveis de segurança da informação escrita em papel e em suporte magnético - in Revista da Associação Portuguesa dos Técnicos de Contas (nº 183/1992)2010-01-10T10:18:59+00:002010-01-10T10:18:59+00:00http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas/78-diferenca-entre-os-niveis-de-seguranca-da-informacao-escrita-em-papel-e-em-suporte-magnetico-in-revista-da-associacao-portuguesa-dos-tecnicos-de-contas-no-1831992Super Userjmariapedro@gmail.com<div class="feed-description"><p>Conteúdo não disponível.</p></div><div class="feed-description"><p>Conteúdo não disponível.</p></div>Processamento electrónico de dados e o seu relacionamento com a auditoria financeira - in Revista da Associação Portuguesa dos Técnicos de Contas (nº 176/1991)2010-01-10T10:19:16+00:002010-01-10T10:19:16+00:00http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas/79-processamento-electronico-de-dados-e-o-seu-relacionamento-com-a-auditoria-financeira-in-revista-da-associacao-portuguesa-dos-tecnicos-de-contas-no-1761991Super Userjmariapedro@gmail.com<div class="feed-description"><p>Conteúdo não disponível.</p></div><div class="feed-description"><p>Conteúdo não disponível.</p></div>A economia Portuguesa suporta taxas de juro até que nível, sem perder os anéis e os dedos?2013-02-03T00:00:00+00:002013-02-03T00:00:00+00:00http://knowkapital.com/index.php/pt/publicacoes/ctoc-camara-dos-tecnicos-oficiais-de-contas/172-a-economia-portuguesa-suporta-taxas-de-juro-ate-que-nivel-sem-perder-os-aneis-e-os-dedosJosé Maria Pedrojmariapedro@gmail.com<div class="feed-description"><p><span style="line-height: 1.3em;">Se assumirmos que as empresas cotadas no Euronext Lisboa são um grupo representativo da economia Portuguesa, podemos perguntar se a rentabilidade dos seus ativos pode suportar taxas de juro elevadas, sem por em risco "os anéis e os dedos".</span></p>
<p>Há algumas dúvidas que se colocam sempre que se fala das taxas de juro exigidas pelos financiadores do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), ou seja pela troika, Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu.</p>
<p>O problema tem um lado financeiro e outro económico, ambos com mau aspeto vistos por quem pode ter as contas em dia. A solução do problema é bem vinda, venha de onde vier, já que os políticos da casa não fizeram o seu trabalho, temos de chamar os de fora. Teixeira dos Santos respondeu a Luis Rego do Diário Económico em 24 de Maio de 2011 que lhe perguntou <em>"Qual a avaliação que faz do programa da ‘troika'?": "É um programa abrangente, que permite corrigir um desequilíbrio orçamental, permite melhorar o quadro e a qualidade das nossas finanças públicas, permite reforçar a competitividade da nossa economia e permite manter e reforçar um sistema financeiro sólido. O país, neste momento, tem três grandes desafios: o primeiro é implementar o programa, segundo implementar o programa e terceiro implementar o programa."</em></p>
<p>O lado económico é dramático. Todos sabemos que é preciso crescer! Há ideias, há recursos humanos, há competências profissionais, mas falta-nos dinheiro e também capacidade organizativa que coloque os recursos em ação.</p>
<p>O lado financeiro deste PAEF é outro grande problema. Podemos pedir dinheiro emprestado tranquilamente sem ter medo de perder os anéis e os dedos? Este processo de apoio financeiro deixa-nos mais ricos ou mais pobres? Podemos ficar muito mais pobres? O lucro que conseguimos retirar dos ativos é suficiente para cobrir os juros que vamos pagar pelo empréstimo?</p>
<p>Estamos a falar de valores extremamente elevados de endividamento para um pequeno país como Portugal, segundo o Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) nos últimos anos teve um aumento exponencial até aos 175 mil milhões em 2011. O futuro ainda não o conhecemos, mas há políticos que apontam a austeridade como um erro.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-divida-estado.png" border="0" /></p>
<p>Para tentar responder a algumas destas questões fiz uma recolha de dados das empresas cotadas na bolsa de valores de Lisboa (Euronext Lisbon), publicados pela CMVM<sup>1</sup>. A ideia é calcular a taxa de retorno dos ativos destas empresas que representam a nata da economia Portuguesa e são certamente um referencial válido para todo o país. Parti das demonstrações financeiras consolidadas para obter dados mais abrangentes, recolhi o valor do ativo total líquido do Balanço e os resultados antes de impostos da Demonstração de Resultados (EBIT). Deixei o imposto de fora desta análise porque está fora do âmbito de gestão das empresas e é determinado administrativamente pelo Estado. O rácio que obtemos da divisão do somatório de todos os resultados pelo somatório de todos os ativos é muito esclarecedor nos últimos vinte anos. Este cálculo é uma adaptação do rácio a que a terminologia Inglesa chama “Return-on-Assets” (RoA) e pode ser usado como indicador de rentabilidade. O gráfico dos últimos vinte anos é surpreendente, como se pode ver.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-resultados-vs-activo.png" border="0" /></p>
<p>O gráfico mostra que a relação EBITA/Ativo tem vindo a aumentar nos últimos anos, as empresas cotadas no Euronext Lisbon estão a melhorar ao longo do tempo, mas o rácio foi sempre inferior a 2% nestes anos, isto é, os recursos aplicados nestas empresas produziram globalmente menos de 2% de resultados. Nestas circunstâncias, podemos assumir que 2% é um limite global para taxas de juro a partir do qual é preciso ter muito cuidado com a dimensão do capital.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-tab1.png" border="0" /></p>
<p><span style="line-height: 1.3em;">Afinal há uma saída, estamos salvos! A maioria dos setores de atividade tem taxa de retorno (Return-on-Assets ou RoA) superior a 2%. Há apenas três setores abaixo deste valor. Esperamos que tenham um peso mínimo na economia, seria bom que fossem os menos importantes na economia.</span></p>
<p>Para poder pagar os juros sem perder os anéis nem os dedos, devemos investir em qualquer setor, exceto construção, atividades financeiras e atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas. Se a taxa de juro for superior a 2% ainda podemos ficar com algum do valor criado na economia porque a rentabilidade da maioria dos setores de atividade é superior à taxa de juro do empréstimo. Mas podemos deixar de investir na construção ou nas atividades financeiras? Sim. Mas só se esses forem setores pouco importantes na economia porque de contrário não resolvemos o problema do atual desemprego massivo.</p>
<p>Também se pode perguntar: podemos investir massivamente só num dos setores mais rentáveis? Não me parece que isso resulte, porque um dia destes ficamos todos a pagar caro os produtos dos outros setores que temos de importar porque os recursos são escassos e tem de haver equilíbrio.</p>
<p>Precisamos então de saber qual é o peso ou importância de cada um dos setores em termos de ativos líquidos para decidir se podemos parar o investimento nos piores setores ou em qual devemos investir mais.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-tab2.png" border="0" /></p>
<p>Se excluirmos os setores menos rentáveis, excluímos quase 75% da economia! Não sei se podemos deixar de investir nos setores menos rentáveis, ou seja em ¾ da economia. Com efeito, temos vários setores onde podemos reforçar o investimento, mas estamos muito limitados porque estes setores representam apenas 25% da economia.</p>
<p>Repare que a intermediação financeira é um colosso comparada com os restantes setores. É maior que o resto da economia, tem peso suficiente para esmagar qualquer setor de atividade. Tem ativos cedidos pelo resto da economia em depósitos não remunerados, isto é, nós oferecemos os ativos aos bancos a custo zero! Seria interessante saber quanto pesam os ativos não remunerados oferecidos a este setor.</p>
<p>Em conclusão, depois dos números e dos comentários anteriores podemos dizer que mesmo a taxas de juro de 2% é preciso ter muito cuidado com a dívida pública porque só 25% da nossa economia pode suportar estas taxas sem perder “os dedos e os anéis”! Para grandes empréstimos, a nossa situação ainda é muito arriscada a avaliar pelas notícias que vão surgindo. A situação ótima seria reduzir a taxa de juro dos empréstimos (troika e mercados), seja ela qual for, e evitar o alargamento do prazo de pagamento.</p>
<p> </p>
<p>NOTA - As empresas cotadas incluídas em cada setor nos cálculos, desde 1991 até 2010, foram as seguintes:</p>
<ul>
<li>Indústrias Transformadoras (Alim e Bebidas): SUMOLIS, CENTRALCER, SOJA, COFACO, UNICER, VIDAGO;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Têxteis): LAMEIRINHO, FONCAR, AMIEIROS, GAP;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Papel): LISGRÁFICA, PORTUCEL, SOPORCEL, CAIMA, LITHO, INAPA, GESC, ALTRI, EUROPAC;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Químicas): SACOR, CIN, MABOR, IBERFAR, COPAM, FISIPE, CIRES, SAPEC, GALP, CIPAN;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Diversas): SONAE IND, CAIMA SGPS, CAMORIM, CIMPOR, SEMAPA, VAG, VALEGRE, COLEP, ATLANTIS, FRAMADA, BA, CINCA, CRISAL, INDASA, CEREXPORT;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Maquinaria): ASILVA, CEL-CAT, EFACEC, TOYSALVADORC, OLIVA, SOLIDAL, LISNAVE, COPIDATA;</li>
<li>Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio: EDP, REN, EDP_REN;</li>
<li>Construção: SOARESC, SOMAGUE SGPS, OLIVEIRA, GRAOPARA, <span style="white-space: pre;"> MOTAC, CONDURIL, ERG, SOMEC, MOTAE, TD, SACYR, MARTIFER;</span></li>
<li>Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos: PAPFERN, CONTINENTE, JM, INÔ, MODELO SUP, SAG_GEST;</li>
<li>Alojamento, restauração e similares: DOMPEDRO, SOLINCA; HOTELAGOS; LUSOTUR; ORBITUR, SOPETE, IBERSOL, CURIA, SOLVERDE;</li>
<li>Transportes e armazenagem: TERTIR, SOREY, SOPONATA, SPC;</li>
<li>Atividades de informação e de comunicação: PT; TELECEL, REDITUS, COMPTA, MARCONI, COFINA, PARAREDE, ZON, IMPRESA, PTMCOM, SONAE.COM, LUSOMEDIA, GLINT;</li>
<li>Atividades financeiras e de seguros: BANIF, BMELLO, BPA, BCP, BESCL, BPI, BPSM, BTA, CREDIT, CPP, IMOLEASING, LOCAPOR, ESPART, HELLER, BIC, CITIBANK, BCM, BFE, BESI, HANOVER, BCI, IFP, EUROLEASING, LEASINVEST, CENTRAL, CHEMICAL, UBP, BSCH, FINIBANCO, BCA, BPOP;</li>
<li>Atividades de seguros: CST, CSMC, CSI, ALIANÇA, BONANÇA, CSOT, SPS, AXA, SONAE IMOB;</li>
<li>Atividades Imobiliárias: IMPERIO;</li>
<li>Atividades Imobiliárias: MUNDICENTER, SONAE INV, MAGUE, BRISA, PROHOLDING, FENALU, INPARSA, SONAGI, SONAE CAP;</li>
<li>Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares: INVESTEC, NOVABASE;</li>
<li>Atividades de saúde humana e apoio social: POLIMAIA</li>
<li>Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas: ESTORIL, ITI, LUSOMUNDO, MEDIA CAP (TVI), FCP, SPORTING, MEDIACAP, BENFICA</li>
</ul>
<p><sup>1</sup> Veja http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/contas_anuais.cfm</p>
<p><sup>2</sup> Avaliado pela soma dos ativos consolidados das empresas cotadas no Euronext Lisbon desde 1991 a 2010</p></div><div class="feed-description"><p><span style="line-height: 1.3em;">Se assumirmos que as empresas cotadas no Euronext Lisboa são um grupo representativo da economia Portuguesa, podemos perguntar se a rentabilidade dos seus ativos pode suportar taxas de juro elevadas, sem por em risco "os anéis e os dedos".</span></p>
<p>Há algumas dúvidas que se colocam sempre que se fala das taxas de juro exigidas pelos financiadores do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), ou seja pela troika, Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu.</p>
<p>O problema tem um lado financeiro e outro económico, ambos com mau aspeto vistos por quem pode ter as contas em dia. A solução do problema é bem vinda, venha de onde vier, já que os políticos da casa não fizeram o seu trabalho, temos de chamar os de fora. Teixeira dos Santos respondeu a Luis Rego do Diário Económico em 24 de Maio de 2011 que lhe perguntou <em>"Qual a avaliação que faz do programa da ‘troika'?": "É um programa abrangente, que permite corrigir um desequilíbrio orçamental, permite melhorar o quadro e a qualidade das nossas finanças públicas, permite reforçar a competitividade da nossa economia e permite manter e reforçar um sistema financeiro sólido. O país, neste momento, tem três grandes desafios: o primeiro é implementar o programa, segundo implementar o programa e terceiro implementar o programa."</em></p>
<p>O lado económico é dramático. Todos sabemos que é preciso crescer! Há ideias, há recursos humanos, há competências profissionais, mas falta-nos dinheiro e também capacidade organizativa que coloque os recursos em ação.</p>
<p>O lado financeiro deste PAEF é outro grande problema. Podemos pedir dinheiro emprestado tranquilamente sem ter medo de perder os anéis e os dedos? Este processo de apoio financeiro deixa-nos mais ricos ou mais pobres? Podemos ficar muito mais pobres? O lucro que conseguimos retirar dos ativos é suficiente para cobrir os juros que vamos pagar pelo empréstimo?</p>
<p>Estamos a falar de valores extremamente elevados de endividamento para um pequeno país como Portugal, segundo o Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) nos últimos anos teve um aumento exponencial até aos 175 mil milhões em 2011. O futuro ainda não o conhecemos, mas há políticos que apontam a austeridade como um erro.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-divida-estado.png" border="0" /></p>
<p>Para tentar responder a algumas destas questões fiz uma recolha de dados das empresas cotadas na bolsa de valores de Lisboa (Euronext Lisbon), publicados pela CMVM<sup>1</sup>. A ideia é calcular a taxa de retorno dos ativos destas empresas que representam a nata da economia Portuguesa e são certamente um referencial válido para todo o país. Parti das demonstrações financeiras consolidadas para obter dados mais abrangentes, recolhi o valor do ativo total líquido do Balanço e os resultados antes de impostos da Demonstração de Resultados (EBIT). Deixei o imposto de fora desta análise porque está fora do âmbito de gestão das empresas e é determinado administrativamente pelo Estado. O rácio que obtemos da divisão do somatório de todos os resultados pelo somatório de todos os ativos é muito esclarecedor nos últimos vinte anos. Este cálculo é uma adaptação do rácio a que a terminologia Inglesa chama “Return-on-Assets” (RoA) e pode ser usado como indicador de rentabilidade. O gráfico dos últimos vinte anos é surpreendente, como se pode ver.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-resultados-vs-activo.png" border="0" /></p>
<p>O gráfico mostra que a relação EBITA/Ativo tem vindo a aumentar nos últimos anos, as empresas cotadas no Euronext Lisbon estão a melhorar ao longo do tempo, mas o rácio foi sempre inferior a 2% nestes anos, isto é, os recursos aplicados nestas empresas produziram globalmente menos de 2% de resultados. Nestas circunstâncias, podemos assumir que 2% é um limite global para taxas de juro a partir do qual é preciso ter muito cuidado com a dimensão do capital.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-tab1.png" border="0" /></p>
<p><span style="line-height: 1.3em;">Afinal há uma saída, estamos salvos! A maioria dos setores de atividade tem taxa de retorno (Return-on-Assets ou RoA) superior a 2%. Há apenas três setores abaixo deste valor. Esperamos que tenham um peso mínimo na economia, seria bom que fossem os menos importantes na economia.</span></p>
<p>Para poder pagar os juros sem perder os anéis nem os dedos, devemos investir em qualquer setor, exceto construção, atividades financeiras e atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas. Se a taxa de juro for superior a 2% ainda podemos ficar com algum do valor criado na economia porque a rentabilidade da maioria dos setores de atividade é superior à taxa de juro do empréstimo. Mas podemos deixar de investir na construção ou nas atividades financeiras? Sim. Mas só se esses forem setores pouco importantes na economia porque de contrário não resolvemos o problema do atual desemprego massivo.</p>
<p>Também se pode perguntar: podemos investir massivamente só num dos setores mais rentáveis? Não me parece que isso resulte, porque um dia destes ficamos todos a pagar caro os produtos dos outros setores que temos de importar porque os recursos são escassos e tem de haver equilíbrio.</p>
<p>Precisamos então de saber qual é o peso ou importância de cada um dos setores em termos de ativos líquidos para decidir se podemos parar o investimento nos piores setores ou em qual devemos investir mais.</p>
<p><img src="images/stories/publicacoes/artigos/juros-tab2.png" border="0" /></p>
<p>Se excluirmos os setores menos rentáveis, excluímos quase 75% da economia! Não sei se podemos deixar de investir nos setores menos rentáveis, ou seja em ¾ da economia. Com efeito, temos vários setores onde podemos reforçar o investimento, mas estamos muito limitados porque estes setores representam apenas 25% da economia.</p>
<p>Repare que a intermediação financeira é um colosso comparada com os restantes setores. É maior que o resto da economia, tem peso suficiente para esmagar qualquer setor de atividade. Tem ativos cedidos pelo resto da economia em depósitos não remunerados, isto é, nós oferecemos os ativos aos bancos a custo zero! Seria interessante saber quanto pesam os ativos não remunerados oferecidos a este setor.</p>
<p>Em conclusão, depois dos números e dos comentários anteriores podemos dizer que mesmo a taxas de juro de 2% é preciso ter muito cuidado com a dívida pública porque só 25% da nossa economia pode suportar estas taxas sem perder “os dedos e os anéis”! Para grandes empréstimos, a nossa situação ainda é muito arriscada a avaliar pelas notícias que vão surgindo. A situação ótima seria reduzir a taxa de juro dos empréstimos (troika e mercados), seja ela qual for, e evitar o alargamento do prazo de pagamento.</p>
<p> </p>
<p>NOTA - As empresas cotadas incluídas em cada setor nos cálculos, desde 1991 até 2010, foram as seguintes:</p>
<ul>
<li>Indústrias Transformadoras (Alim e Bebidas): SUMOLIS, CENTRALCER, SOJA, COFACO, UNICER, VIDAGO;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Têxteis): LAMEIRINHO, FONCAR, AMIEIROS, GAP;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Papel): LISGRÁFICA, PORTUCEL, SOPORCEL, CAIMA, LITHO, INAPA, GESC, ALTRI, EUROPAC;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Químicas): SACOR, CIN, MABOR, IBERFAR, COPAM, FISIPE, CIRES, SAPEC, GALP, CIPAN;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Diversas): SONAE IND, CAIMA SGPS, CAMORIM, CIMPOR, SEMAPA, VAG, VALEGRE, COLEP, ATLANTIS, FRAMADA, BA, CINCA, CRISAL, INDASA, CEREXPORT;</li>
<li>Indústrias Transformadoras (Maquinaria): ASILVA, CEL-CAT, EFACEC, TOYSALVADORC, OLIVA, SOLIDAL, LISNAVE, COPIDATA;</li>
<li>Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio: EDP, REN, EDP_REN;</li>
<li>Construção: SOARESC, SOMAGUE SGPS, OLIVEIRA, GRAOPARA, <span style="white-space: pre;"> MOTAC, CONDURIL, ERG, SOMEC, MOTAE, TD, SACYR, MARTIFER;</span></li>
<li>Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos: PAPFERN, CONTINENTE, JM, INÔ, MODELO SUP, SAG_GEST;</li>
<li>Alojamento, restauração e similares: DOMPEDRO, SOLINCA; HOTELAGOS; LUSOTUR; ORBITUR, SOPETE, IBERSOL, CURIA, SOLVERDE;</li>
<li>Transportes e armazenagem: TERTIR, SOREY, SOPONATA, SPC;</li>
<li>Atividades de informação e de comunicação: PT; TELECEL, REDITUS, COMPTA, MARCONI, COFINA, PARAREDE, ZON, IMPRESA, PTMCOM, SONAE.COM, LUSOMEDIA, GLINT;</li>
<li>Atividades financeiras e de seguros: BANIF, BMELLO, BPA, BCP, BESCL, BPI, BPSM, BTA, CREDIT, CPP, IMOLEASING, LOCAPOR, ESPART, HELLER, BIC, CITIBANK, BCM, BFE, BESI, HANOVER, BCI, IFP, EUROLEASING, LEASINVEST, CENTRAL, CHEMICAL, UBP, BSCH, FINIBANCO, BCA, BPOP;</li>
<li>Atividades de seguros: CST, CSMC, CSI, ALIANÇA, BONANÇA, CSOT, SPS, AXA, SONAE IMOB;</li>
<li>Atividades Imobiliárias: IMPERIO;</li>
<li>Atividades Imobiliárias: MUNDICENTER, SONAE INV, MAGUE, BRISA, PROHOLDING, FENALU, INPARSA, SONAGI, SONAE CAP;</li>
<li>Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares: INVESTEC, NOVABASE;</li>
<li>Atividades de saúde humana e apoio social: POLIMAIA</li>
<li>Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas: ESTORIL, ITI, LUSOMUNDO, MEDIA CAP (TVI), FCP, SPORTING, MEDIACAP, BENFICA</li>
</ul>
<p><sup>1</sup> Veja http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/contas_anuais.cfm</p>
<p><sup>2</sup> Avaliado pela soma dos ativos consolidados das empresas cotadas no Euronext Lisbon desde 1991 a 2010</p></div>